Decolonialidade, Turismo e Patrimônio na Amazônia
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DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22014296Palavras-chave:
Belém do Pará, giro decolonial, patrimônio cultural, turismo cultural, museologiaResumo
Este artigo propõe um exercício de reflexão crítica e decolonial sobre as interseções entre turismo, cultura e patrimônio, com foco particular na região amazônica, utilizando o Forte do Presépio ou Forte do Castelo, em Belém do Pará, como estudo emblemático. Busca-se analisar como os espaços museológicos e a atividade turística podem perpetuar ou desafiar padrões hegemônicos de poder e narrativas coloniais, especialmente em contextos historicamente marginalizados. A partir de uma abordagem multidisciplinar que transita pela teoria decolonial, antropologia do turismo e estudos de patrimônio. Desta maneira, o trabalho discute a importância de reavaliar e reformular práticas de musealização e patrimonialização, a fim de promover uma institucionalização cultural mais inclusiva, que valorize as epistemologias e experiências dos povos do Sul Global. O estudo do Forte do Presépio/Sala Guaimiaba ilustra as tensões entre a colonialidade e a decolonialidade na construção da história, memória e patrimônio cultural, evidenciando os desafios e ambiguidades na promoção de um turismo e gestão patrimonial verdadeiramente decoloniais.
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