Balneabilidade e percepção ambiental em reservatórios de usos múltiplos: o caso de Vargem das Flores – Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21711091Palavras-chave:
Turismo; Qualidade da água; Contato Primário; Percepção ambiental.Resumo
Apesar da importância social e econômica da intrínseca relação entre o turismo e o uso recreacional da água, as atividades de contato prolongado ou esporádico com águas impróprias podem colocar em risco a saúde dos turistas. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade das águas e ambiental da represa Vargem das Flores para fins recreacionais, bem como a percepção de visitantes. A avaliação da qualidade da água em relação aos padrões vigentes para uso recreacional, foi realizada a partir dos dados de monitoramento disponíveis para a represa nas estações BP063 e BP064, realizado pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM) por meio da utilização do Índice de Condições de Balneabilidade - ICB. Por conseguinte, foram aplicados questionários semiestruturados, visando levantar o perfil do turista e sua percepção sobre a qualidade ambiental da represa e riscos associados. Através dos seguintes métodos foi possível identificar o perfil dos visitantes que é caracterizado por turistas domésticos que visitam a represa com veículos particulares, levam normalmente família e amigos e vão à busca de descanso, tranquilidade, lazer, recreação e contemplação. Por fim, através da análise dos dados entre 2020 e 2024, os resultados do ICB indicam condições inconformes à recreação de contato primário em 46,4% das amostragens na BP063 e 42,8% na BP064. Tais inconformidades foram geradas, especialmente, por elevadas concentrações de cianobactérias, além de níveis de turbidez e pH, em desconformidade aos limites estabelecidos para águas em aspectos recreacionais no Brasil e Minas Gerais, demonstrando os impactos das pressões ambientais na bacia hidrográfica do Ribeirão Betim e a necessidade da adoção de um monitoramento constante da qualidade da água e a sinalização ao banhista.
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