NECROPOLÍTICA DO TRABALHO: SAÚDE MENTAL DO TRABALHADOR QUE DEVE MORRER E DO CHEFE QUE DEVE VIVER NO CAPITALISMO RACIAL

Autores/as

  • ARMANDO LUÍS DE OLIVEIRA

Resumen

Este artigo analisa as engrenagens do capitalismo racial, a necropolítica do trabalho tece sua trama mais perversa: transformar vidas em combustível e saúde mental em luxo de poucos. Desvela como o racismo estrutura não apenas corpos cansados, mas mentes sitiadas onde a exaustão dos trabalhadores racializados é meticulosamente planejada, enquanto a elite corporativa cultiva sua imunidade psicopolítica. Como os fios que ligam a colonialidade do poder às novas formas de gestão algorítmica da morte. Não se trata apenas de desigualdade, mas de um projeto civilizatório que naturaliza o sofrimento como preço da produtividade. Nas fronteiras entre a psique e a política, ergue-se um apartheid terapêutico que separa os que merecem cuidados daqueles destinados ao desgaste programado.

Publicado

2025-12-13

Número

Sección

Eixo 6 - Capitalismo contemporâneo, desenvolvimento econômico e pobreza (senapecisa 2025)

Cómo citar

DE OLIVEIRA, ARMANDO LUÍS. NECROPOLÍTICA DO TRABALHO: SAÚDE MENTAL DO TRABALHADOR QUE DEVE MORRER E DO CHEFE QUE DEVE VIVER NO CAPITALISMO RACIAL. Pensamento e Sociedade, [S. l.], v. 1, n. 3, p. 1196–1209, 2025. Disponível em: https://revistas.ufvjm.edu.br/index.php/revista-pensamento-sociedade/article/view/1111. Acesso em: 18 jun. 2026.