Aquarela botânica como ferramenta educativa para superar a impercepção botânica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70597/vozes.v14i29.1324

Palavras-chave:

Educação, Botânica, Exposição virtual, Ilustrações científicas, Plantas Medicinais

Resumo

Para enfrentar a impercepção botânica, este trabalho objetivou reduzir essa condição por meio da arte, utilizando aquarelas botânicas como instrumento de divulgação científica. Foi realizada uma exposição virtual, amplamente divulgada nas redes sociais, com ilustrações produzidas por uma discente, retratando plantas medicinais nativas do cerrado. As espécies foram selecionadas pelo conhecimento popular tradicional e pela lista do Plano de Ação Territorial (PAT) Espinhaço. Para a coleta de dados, foi aplicado um questionário ao final da exposição. A análise dos resultados indicou que níveis mais altos de escolaridade estão associados à menor impercepção botânica. Embora a maioria dos participantes tenha sido do sexo feminino, não houve diferença significativa nas respostas entre os gêneros. Verificou-se também o uso frequente de plantas medicinais, muitas vezes sem o conhecimento adequado, evidenciando a persistência de lacunas quanto aos efeitos e à conservação dessas espécies. Os dados obtidos demonstram que a integração entre arte e ciência contribui significativamente para a valorização do conhecimento botânico e para a educação ambiental.

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Biografia do Autor

  • Elaine Cristina Cabrini, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2002), mestrado em Ciências Agrárias (Fisiologia Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa (2005) e doutorado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (2009). De abril a outubro de 2009 fez treinamento como bolsista recém doutora do Laboratório de Melhoramento Genético Vegetal na Universidade Federal do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, onde trabalhou com metabolismo antioxidativo e armazenamento sob baixa temperatura de frutos de mamoeiro. Atualmente é professora associada no Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde ministra as disciplinas de Metabolismo Vegetal, Morfologia e Anatomia Vegetal e Práticas de Ensino em Ciências da Natureza. Estuda o ensino de botânica nos ensino fundamental e superior, atua em projetos para a superação da impercepção botânica, tanto em pesquisa quanto em extensão.

  • Bárbara Aparecida Lopes Coelho, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Tem suas raízes em Milho Verde, Minas Gerais, é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal BÁRBARA LOPES dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, autodidata, tornou- se artista visual. Utilizando de diversas técnicas, produz trabalhos voltados para a simbiose entre arte, ciência e saberes tradicionais. Ilustrou as capas dos livros "Um certo Rosário II", publicação da Sempre- Viva Editorial, "Turfeiras da Serra do Espinhaço Meridional", pela editora Appris; criou também ilustrações da capa e miolo do livreto "O Seresteiro das Bromélias", além de ilustração para trabalhos de pesquisas cientificas, afora ter criado a identidade visual de diversos eventos culturais e científicos como o "V Simpósio Brasileiro de Polinização".

  • Layene Isabella Cunha, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Possui aperfeiçoamento em Gestão de Saúde Pública e Meio Ambiente (Instituto Prominas). Atuou como bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e na Residência Pedagógica (RP), com experiência em ensino de Ciências e em projetos de pesquisa voltados à saúde de abelhas nativas. Suas áreas de pesquisa incluem Educação Ambiental, Sustentabilidade, Permacultura, Inclusão Educacional, Ecologia de Abelhas e Educação em Botânica, aplicando Aquarela Botânica como principal recurso pedagógico. Participou de produções acadêmicas e técnicas voltadas à popularização da ciência e ao ensino de Biologia.

  • Letícia Gabriela de Lima Santos, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), mestranda pela Universidade Estadual de Campinas ( UNICAMP) na área de biologia vegetal. Durante a graduação dediquei meus estudos na área do ensino com enfoque maior na botânica, com o desenvolvimento de vários trabalhos.  

  • Carlos Victor Mendonça Filho, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990), mestrado em Ecologia Conservação e Manejo da Vida Silvestre, pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Atualmente é professor Titular da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e orientador permanente do curso de Pós-graduação em Ecologia de Biomas Tropicais (UFOP) e colaborador do curso de Pós-graduação em Biologia Animal (UFVJM). Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia de Fanerógamos, Fenologia e Fitossociologia de Ecossistemas tropicais. Atualmente coordena estudos com a Biodiversidade em áreas de turfeiras da Serra do Espinhaço, dentro do programa do PELD/CNPq. Participa do grupo de apoio técnico do Plano de Ação Territorial (PAT) Espinhaço Mineiro, coordenando projetos nas áreas de educação ambiental, turismo sustentável e ecologia dos ecossistemas de turfeiras. Desenvolve ações de extensão sobre a sustentabilidade ambiental e saúde integral em Escolas de Diamantina, em parceria com outros programas de Pós-graduação da UFVJM.

  • Cássia Michelle Cabral, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

    Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências Humanas de Curvelo (2002), Mestrado (2012) e Doutorado (2019) em Ciência Florestal pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM. Atualmente Pós -Doutoranda no Programa de Pós graduação em Produção Vegetal. Tem experiência na área de botânica com ênfase em anatomia vegetal aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: mudanças da estrutura anatômica das plantas em decorrência da atividade antrópica, fitorremediação, ecofisiologia, deriva herbicidas e sua implicação na arquitetura foliar. https://lattes.cnpq.br/8256971689993828

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Publicado

14-09-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

CABRINI, Elaine Cristina; COELHO, Bárbara Aparecida Lopes; CUNHA, Layene Isabella; SANTOS, Letícia Gabriela de Lima; MENDONÇA FILHO, Carlos Victor; CABRAL, Cássia Michelle. Aquarela botânica como ferramenta educativa para superar a impercepção botânica. Revista Vozes dos Vales: Publicações Acadêmicas, [S. l.], v. 14, n. 29, p. 129–142, 2026. DOI: 10.70597/vozes.v14i29.1324. Disponível em: https://revistas.ufvjm.edu.br/index.php/vozes/article/view/1324. Acesso em: 30 set. 2026.

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