A permanência de jovens do campo em áreas de assentamento: Um olhar sobre o Assentamento Antônio Conselheiro – Tangará da Serra/MT
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v8i15.1566Palavras-chave:
Permanência dos jovens no campo, SustentabilidadeResumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar um ensaio sobre a saída, a permanência dos jovens campesinos em áreas de assentamento, a perpetuação da cultura campesina, a agricultura familiar. Como metodologia utiliza-se a pesquisa qualitativa, com entrevistas de jovens residentes no assentamento Antônio Conselheiro no município de Tangará da Serra/MT. Percebe-se que faltam incentivo e formação para a agricultura camponesa dos jovens do campo, isso tem provocado o exôdo destes para fazendas vizinhas e cidades circunvizinhas. Também retrataremos a falta de formação que fortaleça a agricultura, ou seja, as escolas do campo deveriam apresentar um currículo específico ao que se propõe, pois estamos falando de identidade que poderia ser fortalecida através de práticas. Isto não tem ocorrido na maioria das escolas de assentamento – que obedecem um currículo geral organizado pelas secretarias de educação do estado e município. Outro aspecto que tem deixado muito a desejar é a equipe pedagógica que não tem vínculo e formação que venha fortacelacer a identidade e agricultura campesina. Vimos que os sonhos da juventude do campo não estão sendo vistos com olhos diferenciados dos sonhos dos jovens da zona urbana. Isto impede que criem raízes na sua cultura, que muitas vezes é desprestigiada. A pesquisa mostra que a permanência dos jovens no campo está ligada diretamente à familia, aos laços comunitários, bem como à questão da tranquilidade/seguranca do viver. Já quando perguntados sobre como evitar o exôdo dos jovens as repostas estao ligadas a necesside de aumentar as oportunidades de lazer, estudo, trabalho entre outros como acesso à informação e o acesso às tecnologias e redes sociais. Mostra também que a saída desses povos tem provocado a perda da identidade e contribuído diretamente para o enfraquecimeto da agricultura campesina, as relações saúdaveis com a natureza, também a conservação de plantas nativas, sementes criolas, diversidades de produções, bem como na produção de alimentos saudáveis, ou seja, alimentos orgânicos/soberania alimentar.
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Referências
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