Discursos sobre clima do Nordeste brasileiro em questões do vestibular da Unicamp: educação, consensos e produção de sentidos
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v7i14.1658Palabras clave:
Análise do Discurso, Texto, Unicamp, Vestibular, Clima do NordesteResumen
A região Nordeste do Brasil ainda se constitui como região problema, seja pela falta ou escassez das chuvas ou pela veiculada dependência política, tecnológica, cultural, educacional e financeira dos grandes centros da região Sudeste. Esses são discursos postos e que circulam por ambientes escolares, científicos, institucionais governamentais, midiáticos, seja pela via digital ou impressa. Nesse sentido, o presente artigo tem por objetivo analisar a região Nordeste, sobretudo o seu clima, sob o ponto de vista da Análise do Discurso (AD) e tem como principais interlocutores Michel Pêcheux, Eni Orlandi, Sírio Possenti, Jean- Jacques Courtine, Freda Indursky, dentre outros. Propomos a seguinte pergunta para conduzir a análise: qual o funcionamento discursivo do tema clima do Nordeste em duas questões de geografia do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)? Ou dito de outra forma: quais os efeitos de sentido produzidos por essa questão quando posta em relação a outras textualidades? Assim, foi possível identificar através da análise que há uma memória discursiva hegemônica sobre o clima do Nordeste brasileiro, bem como há sentidos estabilizados que se atualizam ao longo do tempo, tais como, seca, miséria, caatinga, terra rachada e cinza.
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