A aplicabilidade do Cadastro Único na política de Assistência Social dos municípios da macrorregião do Vale do Mucuri/MG entre 2019 a 2021
Palavras-chave:
Cadastro Único; Gestão Pública; Assistência Social; Vale do Mucuri/MGResumo
O Cadastro Único foi instituído em 2001 com o propósito de unificar o registro de beneficiários dos programas sociais vigentes à época, de forma a se tornar mais prático a gestão pública. O artigo analisou a aplicabilidade do Cadastro Único na política de assistência social nos municípios das microrregiões de Nanuque e Teófilo Otoni, localizadas no Vale do Mucuri, no estado de Minas Gerais, de 2019 a 2021. Para tanto, realizou-se uma pesquisa em dados secundários dos municípios que compõem o Vale do Mucuri/MG no ano de 2020 constantes no portal Vis Data 3 Beta da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI) vinculada ao Ministério da Cidadania. Verificou-se que este é um instrumento com potencial de identificação e caracterização socioeconômica das famílias em situação de vulnerabilidade social. Os resultados revelaram que os municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis e Fronteira dos Vales pertencentes a microrregião de Nanuque-MG apresentaram um indicador Cadastro Único per capita acima de 55% de pessoas cadastradas em extrema pobreza. Na microrregião de Teófilo Otoni/MG, os municípios de Ouro Verde de Minas, Catuji e Setubinha apresentaram um percentual de pessoas cadastradas extremamente pobres acima 57% em relação à população cadastrada.
Referências
APOLINÁRIO, F. A Rede Urbana da Mesorregião do Vale do Mucuri. 2010. Dissertação (Mestrado em Geografia-Tratamento da Informação Espacial) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.
BEHRING, E. R.; BOSCHETTI, I. Política Social no contexto contemporâneo. In: Serviço Social: Direitos e Competências Profissionais. Brasília: UnB, 2009.
BEHRING, E. R.; BOSCHETTI, I. Política Social: fundamentos e história. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
BRASIL. Presidência da República. Medida Provisória n. 1.061, de 09 de agosto de 2021. Presidência da República. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/mpv/mpv1061impressao.htm.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Instrução Operacional, n. 83/SENARC/MDS, de 04 de janeiro de 2017. Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). Brasília, 2017. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/legislacao/bolsa_familia/instrucoes_operacionais/2017/instrucao_operacional_83_2017.pdf.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Guia de cadastramento de grupos: Populacionais, tradicionais e específicos: cadastro único para programas sociais. Brasília, DF: MDS; Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, 2012.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Portaria 177 de 16 de junho de 2011. Brasília, 2011.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS. 1. ed. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 2009.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome/Secretaria Nacional de Assistência Social/Conselho Nacional de Assistência Social. Manual informativo para jornalistas, gestores e técnico – Sistema Única de Assistência Social (SUAS). Brasília, 2007.
BRASIL. Cria o Programa Bolsa Família e dá outras providências. 2004. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.836.htm.
BRASIL. Presidência da República. Regulamenta o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, instituído pelo art. 6º-F da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Brasília, 2022. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Decreto/D11016.htm.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
COHN, A. About the policies of social slaughter in contemporary Brazil. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, n. 109, p. 129-160, 2020.
COUTO, B. R. Assistência social: direito social ou benesse? Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 124, p. 665–677, 2015.
FARIAS, L. Trajetória do Cadastro Único durante o ciclo petista: 2003 a 2016. Tematicas, Campinas, SP, v. 27, n. 53, p. 69–104, 2019. DOI: 10.20396/tematicas.v27i53.11603. Disponível em: https://econtentes.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/11603. Acesso em: 08 de mar. 2023.
IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. 12. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2004.
IAMAMOTO, M. V. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social: Ensaios críticos. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo 2010. Disponível em: https://censo2010.ibge.gov.br/. Acesso em: 08 de mar. 2023.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Divisão Regional do Brasil em Regiões Geográficas Imediatas e Regiões Geográficas Intermediárias 2017. Rio de Janeiro, 2017. 80 p. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-doterritorio/divisao-regional/15778-divisoes-regionais-do-brasil.html?edicao=15905&t=acesso-ao-produto. Acesso em: 08 de mar. 2023.
JANNUZZI, P. M. Indicadores socioeconômicos na gestão pública. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2009.
MOTA, A. E. A centralidade da assistência social na seguridade social brasileira nos anos 2000. In: MOTA, A. E. (Org.). O mito da assistência social: ensaios sobre Estado, política e sociedade. São Paulo: Cortez, 2008.
PEREIRA, P. A. P. Necessidades humanas: Subsídios à crítica dos mínimos sociais. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
REIS, C. N. Acumulação Capitalista e Políticas Sociais no Brasil: marchas e contramarchas de uma trajetória em curso. Revista Sociedade em Debate, v. 12, n. 1, p. 9-49, 2006.
RIBEIRO, M. G.; RAITANO, F. C. Poverty in Brazil and the Rio de Janeiro metropolis: Old problems, new dilemmas__La pauvreté au Brésil et la métropole de Rio de Janeiro: Vieux problèmes, nouveaux dilemmes. Caderno CRH, v. 33, p. 1–18, 2020.
SANTOS, M. P. G. O Estado e os problemas contemporâneos. Florianópolis: Departamento de Ciências de Administração/UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2009.
SECRETARIA DE AVALIAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO – SAGI. Relatório de Informações Sociais (RI). 2022. Disponível em: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/index.php. Acesso em: 08 de mar. 2023.
SILVA, M. O. S.; GIOVANNI, G. di; YASBEK, M. C. A política social brasileira no século XXI. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
SILVA, M. O. S. O Bolsa Família no enfrentamento à pobreza no Maranhão e Piauí. Teresina: Gráfica da UFPI, 2008.
SPINK, P. K.; RAMOS, A. M. F. Rede Socioassistencial do SUAS: configurações e desafios. O Social em Questão, Ano XIX, n. 36, 2016. Disponível em: http://osocialemquestao.ser.puc-rio.br/media/13_OSQ_36_Spink_Ramos.pdf. Acesso em: 08 de mar. 2023.
SPOSATI, A. O; BONETTI, D. A; YASBEK, M. C.; FALCÃO, M. C. B. Carvalho. Assistência Social na trajetória das políticas brasileiras: uma questão em análise. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
SPOSATI, A. O. Desafios para fazer avançar a política de Assistência Social no Brasil. Revista Brasileira de Direito Constitucional, n. 10, 2007.
SPOSATI, A. O. O primeiro ano do Sistema Único de Assistência Social. Serviço Social & Sociedade, Ano XXVI, São Paulo: Cortez, 2009.
TORRES, J. C. E. Cadastro único dos pobres: por que e para quê? In: Cadastro Único: tecnologia de reclassificação social [online]. Salvador: EDUFBA, 2016. p. 227-235. ISBN: 978-65-5630-011-5. Disponível em: https://doi.org/10.7476/9786556300115.0012. Acesso em: [data de acesso]. Disponível em: https://books.scielo.org/id/qprrp/pdf/torres-9786556300115-12.pdf.
VICENTINO, C. História Geral. São Paulo: Scipione, 1997.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista de Estudos em Municipalidade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Ao submeterem seus artigos os autores declaram-se titulares dos direitos autorais, respondendo exclusivamente por quaisquer reclamações relacionadas a tais direitos, bem como autorizam sua publicação sob a Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional - CC BY 4.0, sem ônus, sem limitações quanto ao prazo, território ou qualquer outra.