https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/issue/feedRevista Espinhaço 2026-03-07T00:00:00+00:00Douglas Sathlerrevista.espinhaco@ufvjm.edu.brOpen Journal Systems<p>A Revista Espinhaço (<a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2317-0611">ISSN: 2317-0611</a>) é publicada semestralmente (meses de julho e dezembro), composta por artigos científicos originais e inéditos, resenhas de livros, notas de pesquisa e entrevistas. A Revista Espinhaço aceita contribuições de caráter interdisciplinar que articulam os temas <strong>sociedade, espaço e ambiente, </strong>assim como de áreas afins<strong> </strong>que mantenham o diálogo com o escopo da revista. </p>https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/779Elegibilidade de áreas para implementação de manejo florestal sustentável em pequena escala2025-10-21T16:52:33+00:00Hamon Santos Silvadoug.sathler@gmail.comKarina Alessandra Maricaua Liradoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Júniordoug.sathler@gmail.comRailma Aparecida Santosdoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comFilipe Campos de Freitasdoug.sathler@gmail.com<p>A bioeconomia tem se consolidado como uma das principais estratégias para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Entre as alternativas, o manejo florestal sustentável destaca-se por conciliar mitigação da emergência climática e geração de renda para populações locais. Este estudo teve como objetivo identificar áreas elegíveis para a implantação de Manejo Florestal Sustentável em Pequena Escala (MFSPE) no município de Carauari, Amazonas. Foram adotados quatro critérios: proximidade de rios, distância em relação às sedes municipais, cobertura vegetal e domínio de terras. Em ambiente SIG, os critérios foram reclassificados (0–3) e integrados em um índice de aptidão técnica. O mapa resultante apontou 15,09% do território com alta aptidão, 65,02% com aptidão moderada e 8,16% com aptidão baixa, que, considerando restrições legais, foram classificadas em diferentes níveis de elegibilidade. Os resultados reforçam a centralidade da logística fluvial e da continuidade da cobertura florestal, bem como as restrições legais em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Conclui-se que a integração entre geotecnologias e critérios socioambientais constitui uma ferramenta eficaz de apoio ao planejamento territorial, com potencial para subsidiar políticas públicas e estratégias de conservação.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/756Estudo de espaços verdes de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e seu entorno na cidade de Manaus, Amazônia2025-10-15T20:11:35+00:00Adriano Souza Silvadoug.sathler@gmail.comRosana Barbosa de Castro Lopesdoug.sathler@gmail.comFlora Magdaline Benitez Romerodoug.sathler@gmail.comSara Helfanddoug.sathler@gmail.comJoão Victor Paula de Almeidadoug.sathler@gmail.comMarcos Vinícius Ferreira Martinsdoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.com<p>A redução das áreas verdes na cidade de Manaus tem levado ao isolamento cada vez maior das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), impactando potencialmente a biodiversidade dessas Unidades de Conservação. Avaliamos as áreas verdes das RPPNs e seu entorno nos anos de 2019 e 2022. Quantificamos as áreas verdes das RPPNs e mapas classificados foram criados para análise. Sete RPPNs foram incluídas no estudo, requerendo a aquisição do polígono para cada área em formato shapefile (.ssp) e processadas no software QGIS. Um buffer de 1000 e 2000 metros de um centroide foi aplicada para obter uma ampla área analisável. As imagens obtidas do Planet Labs para os anos 2019 e 2022, realizando um mosaico para unir as faixas e gerar uma única imagem. A classificação aplicada inclui os métodos supervisionados e não supervisionados, utilizando o software SAGA GIS. O mapa criado revelou significativas reduções nas áreas verdes nos entornos das RPPNs. O uso da classificação supervisionada pelo método de máxima verossimilhança permitiu a distinção e verificar as mudanças das áreas verdes nas RPPNs e seus entornos. Destacam-se significativas reduções nas áreas verdes em volta das RPPNs em área urbana em Manaus, possibilitada por meio da análise e classificação pelo método de máxima verossimilhança.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/764Fitossítios: protocolo metodológico para mapeamento de áreas de alto valor para conservação2025-10-17T21:03:40+00:00Luciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comJacqueline Bonfim e Cândidodoug.sathler@gmail.comDanielle Piuzana Mucidadoug.sathler@gmail.comLuis Filipe Azevedo Curto Sousa Lopesdoug.sathler@gmail.comAntônio Alberto Jorge Farias Castrodoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.com<p>O termo "fitossítio" refere-se a unidades funcionais da paisagem vegetal dotadas de identidade ecológica própria. Estas unidades estão associadas à predominância ou exclusividade de uma determinada espécie botânica ou grupo funcional, desempenhando um papel estratégico na conservação da natureza. Este estudo apresenta a primeira proposta metodológica para a identificação e espacialização geográfica de fitossítios, utilizando dados de campo e análise geoespacial. O estudo de caso foi realizado no Parque da Matinha, em Monte Carmelo, Minas Gerais, onde espécies vegetais indicadoras como <em>Cyathea delgadii</em>, <em>Langsdorffia hypogaea</em> e <em>Taccarum peregrinum</em> foram empregadas para definição dos fitossítios. A abordagem proposta visa fornecer subsídios técnicos à conservação ambiental de espécies da flora e seus ecossistemas associados. Além disso, a metodologia se alinha a compromissos globais de sustentabilidade ambiental, como a criação de novas Unidades de Conservação, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Acordo de Paris e a Campanha “Race to Zero”, demonstrando seu potencial estratégico no enfrentamento à crise climática e na redução da perda da biodiversidade.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/786Impactos do uso da terra nas emissões de GEE e estrutura da paisagem em Monte Carmelo, Minas Gerais2025-10-21T22:10:35+00:00Gabriel Fernandes Laverdidoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comDrausio Honorio Moraisdoug.sathler@gmail.comEdson Aparecido dos Santosdoug.sathler@gmail.comAmanda Maria Martins de Souzadoug.sathler@gmail.comPedro Emídio Gonçalves Vazdoug.sathler@gmail.comRailma Aparecida Santosdoug.sathler@gmail.comDanielle Piuzana Mucidadoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>A conservação de ecossistemas naturais é um dos grandes desafios deste século. Abordagens que integrem a dinâmica do uso e cobertura da terra, estrutura e composição da paisagem são essenciais para conciliar a expansão agrícola, a mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a proteção de ecossistemas frágeis, rumo à bioeconomia. Este estudo investigou como as mudanças no uso e cobertura da terra afetaram a estrutura da paisagem e as emissões de GEE ao longo de cerca de quatro décadas em Monte Carmelo (MG), município agropecuário do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Utilizaram-se dados do MapBiomas, métricas de ecologia da paisagem e emissões do SEEG para entender a dinâmica temporal das alterações e estimar as emissões anuais. Os resultados revelaram redução nas áreas de formações florestais (-5,66%) e savânicas (-52,72%) com aumento da fragmentação. Cafeicultura, sojicultura, silvicultura e outras lavouras temporárias expandiram-se, sobretudo sobre antigas pastagens. As emissões de GEE aumentaram 31,25%, com destaque para mudanças no uso da terra e agropecuária. As métricas indicaram fragmentação e simplificação das manchas vegetais. Essas alterações representam desafios à conservação e mitigação climática, evidenciando a urgência de políticas e manejo sustentável integrados a dados geoespaciais e inteligência territorial.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/762Quantificação e neutralização de emissões de gases do efeito estufa em evento científico na Universidade Federal de Uberlândia como ferramenta de sensibilização climática 2025-10-17T18:03:59+00:00Vicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comPedro Emídio Gonçalvez Vazdoug.sathler@gmail.comJacqueline Bonfim e Cândidodoug.sathler@gmail.comRafael Maick dos Santosdoug.sathler@gmail.comMaria Izabel Maciel da Silvadoug.sathler@gmail.comDaniel Paranaíba Gosuendoug.sathler@gmail.comMatheus Pedro da Silvadoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>O aumento da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) tem causado consequências significativas ao planeta. Nesse sentido, são primordiais as ações de redução desses gases com medidas de neutralização dessas emissões. Um dos mais importantes mecanismos são os inventários de GEE associados às compensações por meio de plantios florestais. Este estudo teve como objetivo quantificar e neutralizar as emissões de GEE geradas durante um evento técnico-científico da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), <em>campus </em>de Monte Carmelo. Como estudo de caso, foi utilizado o 11º Simpósio de Ciências Agrárias e Ambientais (SICAA) realizado em 2024 na referida universidade. O inventário foi elaborado seguindo a metodologia do GHG <em>Protocol</em> Brasil, abrangendo os escopos 1, 2 e 3. As principais fontes de emissão incluíram combustão móvel, geração de resíduos sólidos, consumo de energia elétrica e efluentes. O total de emissões foi de 3,89 tCO₂e, compensadas por meio do plantio de 99 mudas nativas em uma área antropizada do Parque da Matinha, em Monte Carmelo, com base em estimativas de sequestro de carbono do bioma Cerrado. Além disso, foram realizadas ações de sensibilização climática com o público envolvido, promovidas pela Sala Verde Centro de Formação em Educação Climática (CEFEC UFU). O estudo propõe um protocolo metodológico de integração da gestão climática de eventos acadêmicos integrados com ações de educação para enfrentamento à mudança do clima com interface na pesquisa, ensino e extensão.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/784Recuperação ambiental em depósito de resíduos sólidos a céu aberto desativado usando semeadura direta de espécies nativas e de ciclo de vida curto2025-10-21T19:25:35+00:00Leonardo Palhares da Silveiradoug.sathler@gmail.comEduarda Soares Menezesdoug.sathler@gmail.comIsrael Marinho Pereiradoug.sathler@gmail.comJosé Barbosa dos Santosdoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Júniordoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comDanielle Piuzana Mucidadoug.sathler@gmail.com<p>O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da recuperação de uma área de depósito de resíduos sólidos, desativada há 17 anos, por meio da não semeadura de espécies nativas do Cerrado e cobertura vegetal. O estudo foi conduzido entre 2016 e 2018 em uma área de 1 ha com dominância das gramíneas exóticas <em>Urochloa decumbes</em> e <em>Melinis minutiflora</em>. Foram delimitados quatro ambientes de 11m x 29m (319 m<sup>2</sup>) com dez parcelas de 5 x 5m (25m²). Os ambientes apresentaram baixas concentrações de macronutrientes e matéria orgânica (MO). Esse estudo é relevante tanto para o avanço científico, quanto para a resolução prática de problema socioambiental, especialmente em um contexto em que a gestão inadequada de resíduos sólidos continua sendo um desafio crescente. Foi encontrada menor taxa de estabelecimento e porcentagem de sobrevivência para as espécies do Cerrado 2400 plantas.ha<sup>-1</sup> (3,26%) e 71300 plantas.ha<sup>-1</sup> (96,74%) de espécies de ciclo de vida curto. O procedimento mais satisfatório foi o tratamento que utilizou densidade II + semeadura em solo sem esterco. Esta pesquisa contribui para preencher a lacuna na literatura sobre recuperação de depósitos de resíduos sólidos. Os resultados deste estudo podem auxiliar na gestão e recuperação de áreas semelhantes a esta em outras regiões do país.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/760Identificação das Áreas de Uso Restrito (AURs) do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba sob abordagem ambiental integrada2025-10-16T17:58:21+00:00Jeferson Pereira de Oliveiradoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comLuziane Ribeiro Indjaidoug.sathler@gmail.comGerson dos Santos Lisboadoug.sathler@gmail.comJéssica de Araújo Camposdoug.sathler@gmail.comDanielle Piuzana Mucidadoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>O Código Florestal brasileiro define as Áreas de Uso Restrito (AURs) como planícies pantaneiras e áreas com declives de 25° a 45°, permitindo atividades agropecuárias e manejo florestal sustentável. Este estudo objetiva propor uma metodologia para delimitação de AURs no triângulo mineiro/alto Paranaíba, Minas Gerais, utilizando o software QGIS 3.36.3 e dados de Modelos Digitais de Elevação (Alos Palsar). A análise do uso e cobertura da terra foi feita com a coleção 8.0 do MapBiomas, avaliando o estado de conservação das AURs e correlacionando os tipos de solo. Identificamos 41.732 hectares de AURs, dos quais 51,76% são ocupados por mosaicos de uso e pastagens. Em relação aos solos, 21,04% estão sobre Cambissolos Háplicos e 40,17% em Latossolos Vermelhos. Observou-se que as AURs frequentemente coincidem com áreas de vulnerabilidade climática e biomas considerados <em>hotspots</em> de biodiversidade. A metodologia apresentada utiliza dados públicos e oficiais, fornecendo uma ferramenta prática para gestores ambientais e proprietários identificarem AURs em terrenos inclinados. A proposta é essencial para estratégias locais de ordenamento territorial e conservação ambiental, com potencial para ser replicada em outras regiões do Brasil.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/769Seleção de áreas ótimas para compra e arrendamento florestal sob perspectiva do planejamento florestal espacial2025-10-20T21:18:33+00:00Iago Mendes de Oliveiradoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Júniordoug.sathler@gmail.comBernardo Moreira Cândidodoug.sathler@gmail.comJéssica Campos Araújodoug.sathler@gmail.comRailma Aparecida Santosdoug.sathler@gmail.comFausto Weimar Acerbi Júniordoug.sathler@gmail.com<p>A identificação de áreas adequadas para atividades silviculturais é crucial para o planejamento das empresas de base florestal no Brasil. Este estudo aplica o método <em>Analytic Hierarchy Process</em> (AHP), integrado a Sistemas de Informações Geográficas (SIG), para apoiar a localização de terras no estado de São Paulo. Foram analisados seis critérios: profundidade efetiva do solo, declividade do terreno, risco de fogo, armazenamento de água no solo, distância da unidade fabril e uso/cobertura do solo. Os critérios foram avaliados por especialistas em uma escala de 1 (menor aptidão) a 5 (maior aptidão), destacando a distância da unidade fabril como o fator mais relevante devido ao impacto nos custos de colheita e transporte florestal. O mapa de aptidão gerado revelou que 1,61% da área é muito apta, 42,09% moderadamente apta e 43,25% pouco apta, com apenas 0,82% atendendo aos requisitos para áreas acima de 120 hectares. As áreas mais promissoras situam-se em Indaiatuba, Elias Fausto, Salto, Itu e Porto Feliz. Este estudo apresenta uma metodologia prática para identificar terras aptas para compra ou arrendamento, contribuindo para a expansão sustentável do setor florestal.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/752Pagamentos por Serviços Ambientais e regularização ambiental: análise de propriedades rurais no sul do Amazonas para o Projeto Floresta+ Amazônia2025-10-14T18:37:38+00:00Sabrina Reis de Carvalhodoug.sathler@gmail.comRosana Barbosa de Castro Lopesdoug.sathler@gmail.comFlora Magdaline Benitez Romerodoug.sathler@gmail.comFernando Elivaldo da Silva Eliasdoug.sathler@gmail.comJoão Victor Paula de Almeidadoug.sathler@gmail.comSara Helfanddoug.sathler@gmail.comMarcos Vinícius Ferreira Martins Martinsdoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.com<p>Com aumento global da temperatura e do avanço do desmatamento na Amazônia, estratégias viáveis como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) são essenciais na mudança do clima. Analisamos a situação ambiental das propriedades rurais da região sul do Amazonas (Apuí, Borba, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e Tapauá) durante os anos de 2020 e 2021. Consultamos à plataforma do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) para identificar propriedades com excedente de vegetação nativa em áreas de Reserva Legal (RL) e áreas com alteração de cobertura vegetal em Áreas de Preservação Permanente (APP). Das 77 propriedades rurais, 50 não atendiam aos requisitos das modalidades Floresta+ Conservação e Floresta+ Recuperação devido a irregularidades no registro ou na propriedade. Na modalidade Floresta+ Conservação, 11 apresentaram excedente de área de RL, totalizando 92 hectares conservados, enquanto 16, classificadas na modalidade Floresta+ Recuperação, apresentaram alterações de APP, totalizando 84 hectares a serem recuperados. Evidenciamos a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de verificação do SICAR, as inconsistências declaradas pelos proprietários. As intensas atividades agrícolas, pecuárias e extrativistas na região reforçam a importância da fiscalização para combater o desmatamento. O Projeto Floresta+ Amazônia surge como uma iniciativa para a regularização de propriedades rurais, para a conservação da biodiversidade na região.</p>2025-10-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/767Sistema de Apoio à Tomada de Decisão na cadeia da restauração florestal no Brasil2025-10-20T12:30:37+00:00Rafael Maick dos Santosdoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comMichele da Costa Santosdoug.sathler@gmail.comDiego Soares Laradoug.sathler@gmail.comAllan Christian Brandtdoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.com<p>Entre os principais compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência das Partes (COP-21) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (UNFCCC) e reforçado na COPs seguintes, destaca-se o desafio de reflorestar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030. A disponibilidade de dados públicos para apoiar a restauração florestal torna-se uma premissa esperada para o planejamento de áreas prioritárias. Com essa abordagem, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento de dados para apoiar a restauração florestal no Brasil e em paralelo a implementação de um banco de dados online, nomeadamente um WebGIS de acesso público e auto-instrutivo em escala nacional para apoiar na cadeia da restauração florestal brasileira. Metodologicamente, realizou-se levantamentos de dados em sistemas públicos, relatórios técnicos, websites e plataformas oficiais do governo e privados, ONGs, matérias jornalísticas e plataformas de mídias sociais, coletando-se os metadados: (i) viveiros florestais, (ii) plantios de restauração por plantio, (iii) coletores de sementes, (iv) redes de sementes e (v) centros de pesquisas em mudas e sementes florestais. Foram levantados na escala de país 1.265 registros de iniciativas e suporte à restauração, dentre eles total de 782 viveiros florestais, 293 iniciativas de restauração por plantio, 71 coletores de sementes, 25 redes de sementes e 94 centros de pesquisa em sementes e mudas florestais. Um Sistema de Apoio à Tomada de Decisão em módulo WebGIS foi implementado para facilitar e disponibilizar a geovisualização e a distribuição destas informações, de maneira a apoiar diferentes atores da sociedade no planejamento ambiental, políticas públicas e pesquisas acadêmicas, preenchendo significativamente as principais lacunas referentes às estratégias de restauração e fortalecimento de toda a cadeia de restauração no Brasil.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/787Modelagem da Fragilidade Ambiental da Sub-Bacia do Rio Perdizes, Triângulo Mineiro, Minas Gerais2025-10-21T22:28:48+00:00Anna Caroline Costa Fanalli doug.sathler@gmail.comJoão Vitor Meza Bravo doug.sathler@gmail.comMilton Serpa de Meira Junior doug.sathler@gmail.com<p>Avaliar a fragilidade ambiental é fundamental para identificar vulnerabilidades ecológicas, orientar práticas sustentáveis e prevenir a degradação dos recursos naturais, garantindo a preservação dos ecossistemas e o bem-estar das futuras gerações. O objetivo deste trabalho foi mapear a fragilidade ambiental da Sub-bacia do Rio Perdizes, Monte Carmelo, Minas Gerais, Brasil. As características de solo, relevo, geomorfologia, proximidade de corpos d'água, declividade e uso e cobertura da terra, através de uma análise multicritério, foram utilizadas para avaliar a Fragilidade Potencial (características naturais) e Fragilidade Emergente (características naturais e antropogênicas). A análise da fragilidade potencial constatou que 96,26% da área total da bacia estão nas categorias de baixa e média fragilidade, indicando que a região, de forma natural, apresenta um certo grau de estabilidade ecodinâmica da paisagem. Quanto à fragilidade emergente, as categorias média e alta predominam, o que corresponde a 87,37% da área total, indicando o efeito do impacto antrópico sobre um ecossistema. As áreas com alta ou muito alta fragilidade estão associadas aos cambissolos, que apresentam baixa fertilidade e são mais propensos à erosão. Quando combinadas com atividades humanas, há um agravamento da fragilidade emergente, decorrente principalmente de pastagem na parte norte da área. A pesquisa conclui que as ações humanas têm um impacto significativo na fragilidade ambiental da área, especialmente em áreas naturalmente sensíveis.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/763Novo registro para a distribuição de Estalador, Corythopis delalandi (Passeriformes, Rhynchocyclidae) em região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba2025-10-17T18:45:31+00:00Guilherme Wince de Mouradoug.sathler@gmail.comMiguel Carlos Pereira Rodriguesdoug.sathler@gmail.comAloysio Souza de Mouradoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>A família Rhynchocyclidae compreende no Brasil 67 espécies, dentre as quais se destaca a Corythopis<em> delalandi</em>, conhecida como estalador. Apesar de seu interesse científico devido ao comportamento, a espécie ainda apresenta lacunas de informação sobre sua distribuição, especialmente em regiões interioranas pouco amostradas. Este trabalho apresenta o primeiro registro documentado de <em>C. delalandi</em> para o município de Monte Carmelo, Minas Gerais, realizado no Parque da Matinha, uma área de transição entre cerrado e fragmentos de Mata Atlântica. A observação incluiu vocalizações e comportamento forrageador em sub-bosque, com documentação fotográfica e georreferenciamento. A espécie não havia sido previamente registrada em inventários locais nem nas principais plataformas de ciência cidadã consultadas. O novo registro amplia a distribuição conhecida da espécie e evidencia a importância de esforços de amostragem em áreas negligenciadas. Ressalta-se a necessidade de fortalecer levantamentos sistemáticos em regiões subnotificadas, a fim de preencher lacunas no conhecimento da avifauna e subsidiar ações de conservação.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/785Estabelecimento inicial de espécies em plantio de neutralização de carbono no Cerrado mineiro2025-10-21T19:48:34+00:00Pedro Emídio Gonçalves Vazdoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.comJacqueline Bonfim e Cândidodoug.sathler@gmail.comRafael Maick dos Santosdoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Júniordoug.sathler@gmail.com<p>O Cerrado é um bioma estratégico para a conservação da biodiversidade e para o cumprimento das metas nacionais e internacionais de mitigação das mudanças climáticas, devido ao seu elevado potencial de estocagem de carbono. O objetivo deste estudo foi avaliar a sobrevivência e a estocagem de carbono de espécies nativas em um plantio de neutralização de carbono no Cerrado mineiro aos 5 meses de idade realizado no município de Monte Carmelo, Minas Gerais. O monitoramento ocorreu cinco meses após a implantação do plantio, em fevereiro de 2025, abrangendo 99 indivíduos distribuídos em blocos experimentais. A taxa de sobrevivência geral registrada foi de 65%, valor inferior à margem de segurança planejada, indicando a necessidade de replantio. As espécies que apresentaram melhor desempenho em termos de sobrevivência e crescimento foram <em>Ceiba speciosa</em>, <em>Myrocarpus frondosus</em> e <em>Libidibia ferrea</em>, destacando-se pelo maior incremento em diâmetro, altura e estoque de carbono. Em contrapartida, espécies como <em>Dipteryx alata</em> e <em>Inga edulis</em> apresentaram baixa adaptabilidade inicial, possivelmente associada a déficits hídricos e altas temperaturas no período de estabelecimento. Os resultados obtidos reforçam a importância do monitoramento em nível de espécie para subsidiar decisões técnicas em programas de restauração ecológica e plantios voltados à neutralização de emissões de gases de efeito estufa.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/761Primeiro registro de ocorrência de Taccarum peregrinum (Araceae) no estado de Minas Gerais, Brasil2025-10-16T19:21:51+00:00Maria Izabel Maciel da Silvadoug.sathler@gmail.comJacqueline Bonfim e Cândidodoug.sathler@gmail.comMatheus Pedro da Silvadoug.sathler@gmail.comVicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>Este estudo apresenta o primeiro registro confirmado de <em>Taccarum peregrinum</em> (Schott) Engl. (Araceae) para o estado de Minas Gerais, Brasil. A espécie foi identificada em um fragmento urbano da Floresta Estacional Semidecidual no município de Monte Carmelo, no bioma Cerrado. A coleta foi realizada por caminhamento em bordas de trilhas, e as amostras foram analisadas com base em morfologia vegetativa e reprodutiva. A identificação foi confirmada por comparação com descrições taxonômicas anteriores. O espécime foi encontrado em ambiente com sombreamento parcial, solo bem drenado e presença de micro-hábitats úmidos, características típicas da ecologia da espécie. A análise da distribuição geográfica e registros anteriores revelou que a ocorrência em Minas Gerais representa uma ampliação significativa da área conhecida para o táxon. A descoberta reforça a importância de remanescentes florestais urbanos para a conservação da biodiversidade, especialmente de espécies raras ou pouco estudadas. O estudo também destaca a necessidade de levantamentos florísticos em áreas pouco exploradas do Cerrado, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a flora regional e subsidiando estratégias de conservação <em>in situ.</em></p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço https://revistas.ufvjm.edu.br/revista-espinhaco/article/view/768NOTA TÉCNICA: Revisitando Langsdorffia Hypogaea (Balanophoraceae) sob perspectiva de fitossítios e conservação da biodiversidade2025-10-20T14:00:46+00:00Vicente Toledo Machado de Morais Juniordoug.sathler@gmail.comJacqueline Bonfim e Cândidodoug.sathler@gmail.comRafael Maick dos Santosdoug.sathler@gmail.comJardel Boscardindoug.sathler@gmail.comMaria Izabel Maciel da Silvadoug.sathler@gmail.comGuilherme Wince de Mouradoug.sathler@gmail.comDanielle Piuzana Mucidadoug.sathler@gmail.comLuciano Cavalcante de Jesus Françadoug.sathler@gmail.com<p>Este estudo incrementa os registros da espécie Langsdorffia hypogaea Mart. (Balanophoraceae) na região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, nomeadamente no município de Monte Carmelo (MG), adicionando 48 novos pontos de ocorrência e descobertas sobre seu padrão de autocorrelação ao longo de um monitoramento de 2 anos. Relata-se, pela primeira vez, o registro fotográfico de visitante floral como formiga interagindo com <em>L. hypogaea</em> nesta ecorregião. Com base em observações de campo do período fenológico realizadas entre 2024 e 2025 e exame de banco de informações de registros públicos, foi possível delinear uma linha temporal da floração e senescência da espécie. Adicionalmente, propomos o desenvolvimento da ideia e conceito de “fitossítio” com base na recorrência ecológica e espacial da espécie, caracterizando uma unidade específica da paisagem nos limites do Parque da Matinha, com atributos edáficos, topográficos e de cobertura vegetal distintos que encontra-se a <em>L. hypogaea</em>.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço