Trabalho: Rupturas, fragmentações e transformações em tempos de Neoliberalismo
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v11i23.1349Palavras-chave:
Trabalho, Neoliberalismo, TransformaçõesResumo
O artigo apresenta uma análise sobre as transformações no mundo do trabalho, percebendo quais mudanças ocorreram na percepção do tempo, quais as novas habilidades adquiridas pelos trabalhadores, como o Neoliberalismo transformou o mundo do trabalho e quais as habilidades dos trabalhadores deste tempo. A análise embasou-se em referenciais bibliográficas estudados na disciplina História Social do Trabalho do curso de Doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Através desta análise constatou que o trabalho ganhou novas roupagens com o advento da Sociedade Industrial, posteriormente com a Sociedade Pós-Industrial e o Neoliberalismo. Constata-se que o tempo se torna moeda de valor, e, portanto, na Revolução industrial o trabalhador passa a ser remunerado pelo tempo despendido, posteriormente com a revolução informacional o trabalho emerge na vida das pessoas de forma abrupta, é fundamental que adquira habilidades e conhecimentos para acender profissionalmente, a interação com a máquina é recorrente, porém agora precisa gerencia-la e caso seja necessário reprograma-la. O trabalho invade as vidas dos trabalhadores exigindo constante atualização dos seus conhecimentos e habilidades para o trabalho imaterial. O Neoliberalismo insere na lógica do trabalho a necessidade de um trabalhador flexível, ativo e empresário de si. Portanto, conclui- se que o trabalho atualmente foi agregado a vida das pessoas, exigindo tempo
integral e, portanto, definindo a identidade dos sujeitos, que passam a existe no e para o trabalho.
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