Corpos em rede, intercorporeidade e a escolarização da criança em meio à pandemia do novo coronavírus: uma abordagem fenomenológica
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v11i22.1375Palavras-chave:
Intercorporeidade, Educação remota, Criança, PandemiaResumo
Objetivou descrever aspectos fenomênicos, por meio da noção de intercorporeidade, das percepções de um estudante e seus familiares, no vivido em aulas remotas, em meio ao período de isolamento e distanciamento social na pandemia do novo Coronavírus. Este estudo é substrato de uma pesquisa mais ampla e se deu no contexto da educação básica comum da rede de ensino público do município de Vitória/ES. Como ferramentas para compreender o que se mostra no vivido pelo estudante, lançou mão de aplicativos de videochamadas, mensagens de texto e áudio, para a gravação das entrevistas e dos depoimentos pessoais. Diante dos desafios das aulas realizadas na ambiência domiciliar, em modo digital/remoto, o estudante, em sua relação espacial/temporal, percebe seu corpo próprio em uma constante tentativa de conexão com o outro e com o mundo. Nas relações que se constituem por intermédio da tela do telefone celular, a criança se percebe nos desafios de se conectar à rede, que é composta por outros corpos infantis. Os resultados desvelam distintas percepções de si e de outrem, que de modo indissociado, se completam e ao mesmo tempo se contrapõem em um misto de alegria/tristeza, realização/frustração e saúde/doença.
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