Prazer, Sofrimento e Corrupção no Trabalho: o caso dos Servidores de um município de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v10i19.1459Palabras clave:
Psicodinâmica do trabalho, Prazer, Sofrimento, Corrupção, Servidores públicosResumen
O artigo tem como objetivo analisar as manifestações de prazer e sofrimento no trabalho, fazendo um paralelo com a corrupção na administração pública. Como fundamento teórico usou-se a Psicodinâmica do Trabalho. O estudo foi qualitativo, cujo levantamento dos dados se deu por meio da aplicação de entrevista semiestruturada, revisão bibliográfica sobre o tema proposto entre os anos de 2005-2019. No que concerne as análises sobre a categoria vivências de prazer, identificou-se as subcategorias: realização profissional, reconhecimento no trabalho e ética profissional. Quanto às vivências de sofrimento foram possíveis observar que decorrem da forma como o trabalho está organizado, da insegurança profissional, da falta de autonomia no trabalho e do esgotamento físico e mental. Quanto ao elemento corrupção percebeu-se que trata de algo praticado por parte da comunidade, servidores e gestores. Sendo que para os que não concordam com este elemento é motivo de sofrimento no trabalho.
Citas
ARANHA, A. L. ; CASSETE, M. . Os Servidores Públicos Federais Brasileiros e a Corrupção: Analisando o Diferencial de Gênero. Revista da CGU , v. 9, p. 534-558, 2017.
ARANHA, A. L. A percepção de corrupção no Brasil: cidadãos x servidores públicos. Revista Andina de Estudios Políticos. v. 3, n. 1, p. 90-108, 2013.
ABRAHÃO, J. I.; TORRES, C. C. Entre a organização do trabalho e o sofrimento: o papel da mediação da atividade. Rev. Produção, v. 14, n. 6, p. 67-76, 2004.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: Ensaios sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo, SP: Boitempo. 1999.
Byung-Chul, H. La sociedad del cansancio- Barcelona: Herder. 2016.
BRUYNE, P. Dinâmica da Pesquisa em Ciências Sociais: os pólos da prática metodológica. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991.
BLUTEAU, R. Vocabulario portuguez & latino: aulico, anatomico, architectonico... Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712 - 1728. 8 v.
CARVALHO, S. A. D. Prazer e Sofrimento no Trabalho: o Caso dos Servidores de uma Prefeitura do interior de Minas Gerais. I Congreso Internacional de Gestão. Belo Horizonte – Minas Gerais, 26 de outubro de 2017. Disponível em: <http://singestao.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Prazer-e-sofrimento-no- Trabalho-Denis-Carvalho-Outubro-2017.pdf >. Acessado em: 25 de fevereiro de 2018.
CÂMARA, R. H.; FARIA, M. F. B. Análise comparativa entre pesquisadores e profissionais de suporte à pesquisa na Embrapa: O enfoque da psicodinâmica e da ergonomia da atividade. Revista Psicologia, Organizações e Trabalho, n.9 (1), 29- 50, 2009.
CASTRO, P. M.; CANÇADO, V. Prazer e sofrimento no trabalho: a vivência de profissionais de recursos humanos. Revista Gestão & Planejamento, Salvador, v. 10, n. 1, p. 19-37, 2009.
CHAMORRO RÍOS, C. Autonomía y Subordinación en el Trabajo Independiente: Representación Social de la Independencia. 2005. Disponible en: <http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/becas/2005/2005/trabjov/ chamorro.pdf>. Acessado em: 25 de fevereiro de 2018.
Dejours C. (1998). Souffrance en France : la banalisation de l’injustice sociale. Paris : Seuil.
DEJOURS C., (2001). Subjectivité, travail et action, La Pensée, 328, pp. 7-19. DEJOURS, C. Banalização da injustiça social. 7.ed. Rio de Janeiro: FGV, 2007.
Dejours C. (2010). "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal" depoimento [fev. 2010]. Entrevistador: GERSCHENFELD. A.: O PUBLICO. Disponível em:< https://www.publico.pt/2010/02/01/sociedade/noticia/um-suicidio-no- trabalho-e-uma-mensagem-brutal-1420732 >. Acessado em: 18 de fevereiro de 2018.
GIL, C. M. Métodos e Técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999. 206 p.
LANCMAN, S., UCHIDA, S. Trabalho e subjetividade. Caderno. Psicologia Social. v.6, p.79- 90, 2003.
NOGUEIRA, J. H. Vilches; FREITAS, L. G. de. Psicodinâmica do estresse: estudo com trabalhadores de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Rev. Psicol., Organ. Trab., Brasília , v. 15, n. 2, p. 133-145, jun. 2015. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984- 66572015000200004 &lng=pt&nrm=iso>. acessado em 18 fevereiro de 2018.
Roussay, P. (2007). Souffrance et plaisir au travail: Du taylorisme aux nouvelles formes d'organisation du travail. Le Journal des psychologues, 249,(6), 34-38.
Romeiro, Adriana. “A corrupçao na Época Moderna. Conceitos e desafios metodologicos”. Revista Tempo, vol. 21, nº 38 (2015), 1-22.
ROCHA FURTADO, L. As raízes da corrupção: estudos de casos e lições para o futuro. Salamanca, 2012. Disponível em: < https://gredos.usal.es/jspui/bitstream/10366/121413/1/ DDP_RochaFurtadoLucas_Tesis.pdf>. Acessado em: 20 de fevereiro de 2018.
Pérez Jáuregui, I. Sufrimiento y sinsentido en el trabajo. Estrés laboral y Síndrome de Burnout. Bs As: Psicoteca. 2005.
VARGAS TELLEZ, J. A. Organización del trabajo y satisfacción laboral: un estudio de caso en la industria del calzado. Nova scientia, León , v. 4, n. 7, p. 172-204, 2012 . Disponível em <http://www.scielo.org.mx/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S2007-07052012000100008&lng=es&nrm=iso>. Acessado em 27 feb. 2018.
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2007.
VELASCO, F. O SENTIDO DO SOFRIMENTO: narrativas midiáticas da corrupção política. In: INTERPROGRAMAS DE MESTRADO EM COMUNICAÇÃO DA FACULDADE CÁSPER LÍBERO, 9., 2014, Rio de Janeiro, p. 01 - 11.
TRANSPARENCY INTERNATIONAL (Org.). CORRUPTION PERCEPTIONS INDEX 2017. Berlim: Agency Transparency International, 2018. Disponível em: <https://www.transparency.org/news/feature/corruption_perceptions_index_2017>. Acesso em: 03 mar. 2018.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Revista proporciona acesso público - Open Access - a todo seu conteúdo protegidos pela Licença Creative Commons (CC-BY).








