Pataxós do Extremo Sul da Bahia: desenvolvimento sustentável e resistência étnica
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v10i19.1473Palabras clave:
artesanato, sustentabilidade, conhecimentos tradicionais, desenvolvimento, cultura indígenaResumen
O termo “índio” sintetiza os interesses colonizadores, sugerindo-nos a utilização do termo “povos originários” como reforço ao respeito à diversidade étnica brasileira. A histórica resistência dos povos originários tem como instrumento a prática artesanal que promove a difusão de suas culturas, bem como seu desenvolvimento socioeconômico. O objetivo desse artigo é traçar um histórico de resistência e desenvolvimento sustentável através do artesanato, por parte dos povos originários brasileiros, com ênfase na etnia Pataxó residente no extremo sul da Bahia. Foi adotado o método da pesquisa bibliográfica, através da busca de artigos científicos, dissertações e teses, contidos nas bases de dados Pubmed/NCBI, Scielo e Google Scholar. Conclui-se que as práticas artesanais têm promovido o desenvolvimento econômico da etnia Pataxó, bem como oportunizando a concretização dos projetos dentro e fora da escola, práticas, além de consolidar sua proteção cultural entre os viventes locais e turistas.
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