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A (des) construção do Ethos discursivo da Candidata Dilma Rousseff
Palavras-chave:
Análise do Discurso, Discurso Político, Ethos Discursivo, Dilma RousseffResumo
No presente artigo investiga-se um pouco sobre a noção de ethos discursivo, como forma de melhor compreender o processo de enunciação do locutor, a partir de um contexto sócio-histórico específico. Neste sentido, é feita uma releitura sobre a interatividade inerente ao discurso, a partir de Pêcheux (1975) a fim de se definir a relação existente entre os sujeitos participantes do processo de enunciação. A partir dos pressupostos teóricos de Maingueneau (1997, 2001, 2005 e 2008) procura-se apresentar seus principais avanços quanto à compreensão de ethos discursivo. Para tanto, é feita uma abordagem sobre seus antecedentes, desde a retórica aristotélica, passando por Amossy (2005), que o associa a um caráter moral. Mais adiante, realiza-se um aprofundamento sobre a proposta defendida por Maingueneau para a noção de ethos, trazendo, ainda, os conceitos de fiador e de cenografia, com suas respectivas características, as quais são tomadas como dispositivo metodológico para a análise. Com Charaudeau (2006), é feita uma revisão sobre os aspectos do discurso político, como forma de dar suporte à análise do corpus. Nesse sentido, utiliza-se a proposta do ethos de identificação defendido por este autor, também como instrumento metodológico para consolidar a investigação. Quanto ao corpus, foi selecionado o discurso proferido pela então candidata Dilma Rousseff à presidência da República no dia 13 de junho de 2010. Analisando-se o material à luz dos pressupostos teóricos e considerando-se os aspectos da personalidade da candidata, muitas vezes expostos pela mídia, entende-se que houve uma mudança na tonalidade do seu discurso, como forma de levar o interlocutor a incorporar esse ethos e, consequentemente, agir conforme as proposições dele emanadas.
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