A Ironia de Sereus Zeitblom

Autores

  • Profª. MSc. Tatiana de Freitas Massuno Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

Palavras-chave:

arte moderna, Fausto, ceticismo, impossibilidade

Resumo

O presente artigo debruça-se sobre uma questão e uma obra literária: o ceticismo e Doutor Fausto de Thomas Mann. A associação não é meramente acidental, diz respeito, por outro lado, à circunstância instaurada pela arte moderna. A arte dita moderna, uma vez que derruba os critérios para se avaliar a qualidade de uma obra artística, arruína a possibilidade de ser ela – a arte – função do conhecimento. Dessa forma, na medida em que Thomas Mann teoriza, a partir de Doutor Fausto, a própria impossibilidade de arte moderna no momento em que “A Arte transforma-se em crítica” (MANN, 2000, p. 338); o presente trabalho busca estudar a relação entre o ceticismo que adentra o campo da arte e a instabilidade da escrita de Serenus Zeitblom. Thomas Mann, ao transformar o problema fáustico em um problema artístico, parece compreender que, na dita modernidade, a arte só é possível à beira de sua impossibilidade.

Referências

ADORNO, Theodor. Experiência e Criação Artística. Lisboa: Edições 70, 2003.

_____. Filosofia da Nova Música. São Paulo: Perspectiva, 2011.

BENJAMIN, WALTER. The origin of German tragic drama. London: Verso, 2003

BERNSTEIN, J. M., “Aesthetics, Modernism, Literature: Cavell’s transformations of philosophy”. In: Eldridge, Richard (ed.) Stanley Cavell. Cambridge: Cambridge University Press, 2003. p. 107-142.

CAVELL, Stanley. Must we mean what we say? Cambridge: Cambridge University Press, 1976.

_____.The Claim of Reason. New York: Oxford University Press, 1979.

FARIA, Almeida. “O Doktor Faustus de Thomas Mann”. In João Barrento (org.). Fausto na Literatura Européia. Lisboa: Apáginastantas, 1984. p. 191-195

MANN, Thomas. A gênese do Doutor Fausto: Romance sobre um romance. São Paulo: Mandarim, 2001.

_____. Doutor Fausto: a vida do compositor Adrian Leverkühn narrada por um amigo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

MUECKE, D. C. , Ironia e o Irônico. São Paulo: Editora Perspectiva, 1995.

SCAFF, Susan Von Rohr. “Doctor Faustus”. In: Robertson, Ritchie (ed.) The

Cambridge companion to Thomas Mann. New York: Cambridge University Press, 2002. p. 167- 184.

SÜSSEKIND, Pedro. Shakespeare: o gênio original. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

VALÉRY, Paul. Meu Fausto (Esboços). São Paulo: Ateliê Editorial, 2010.

Downloads

Publicado

01-10-2014

Como Citar

de Freitas Massuno, T. (2014). A Ironia de Sereus Zeitblom . evista ozes os ales: Publicações cadêmicas, 3(6), 21. ecuperado de https://revistas.ufvjm.edu.br/vozes/article/view/801