O pós-estruturalismo e o lugar do “feminino”: o sexo, o jurídico e os “masculinismos”
Palavras-chave:
Discurso, Feminismo, Sistemas jurídicos, Pós-estruturalismoResumo
As instituições, como as jurídicas, reproduzem os estereótipos “femininos” das mais diversas formas e, portanto, a questão do gênero, ou da sexualidade, não é periférica, mas central; mesmo apagadas e/ou desconsideradas, as teorias feministas são aquelas que conseguem (re)pensar modos e conceitos teóricos de uma maneira mais “revigorada”. A crítica pós-estruturalista da opressão do pensamento representacional, realizada principalmente através de Foucault ao criticar o poder no discurso, e como discurso, e de Irigaray, ao apontar o masculinismo do pensamento representacional, nos interessa para entender como sistemas de representação, “masculinos”, podem prover um lugar para o “feminino”, a fim de que novos mundos, acadêmicos ou jurídicos, sejam (re)criados. Como lidar com tais questões se o pós-estruturalismo atesta a (im)possibilidade da representação do “feminino” no Simbólico, pois todo e qualquer discurso é masculino?
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