Jornalistas e historiadores: diálogos e conflitos identitários a partir da obra 1808, de Laurentino Gomes

Autores

  • Cristiano Nicolini Universidade da Beira Interior – UBI
  • Dr. João Carlos Correia Universidade da Beira Interior – UBI – Covilhã

Palavras-chave:

Jornalismo e história, identidades, narrativas, Laurentino Gomes

Resumo

O jornalismo e a história são dois campos que se intercruzam em diversos aspectos. Nos últimos anos, tem-se testemunhado inúmeras situações em que profissionais de ambas as áreas estebelecem diálogos e conflitos em função dos limites que as duas formas de narrativa devem assumir na sua atuação. Os textos do historiador e do jornalista têm características que os distinguem. Mas ambos podem ser considerados formas de conhecimento? Qual é a fronteira existente entre estes dois campos de atuação? Para responder a estes questionamentos iniciais de uma pesquisa de doutoramento em comunicação, apresentam-se algumas reflexões acerca deste tema proeminente nas discussões atuais, envolvendo historiadores e jornalistas. Para isso, parte-se da análise da obra 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, do jornalista Laurentino Gomes.

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Publicado

01-05-2015

Como Citar

Nicolini, C., & Carlos Correia, J. (2015). Jornalistas e historiadores: diálogos e conflitos identitários a partir da obra 1808, de Laurentino Gomes . evista ozes os ales: Publicações cadêmicas, 4(7), 15. ecuperado de https://revistas.ufvjm.edu.br/vozes/article/view/936