Gestão de secas no semiárido do nordeste brasileiro (NEB): uma discussão paradigmática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70597/vozes.v7i14.1674

Palavras-chave:

Estiagem prolongada, Políticas públicas, Transição paradigmática

Resumo

O estigma da seca é uma característica marcante do Semiárido brasileiro; região cujos impactos oriundos dos longos períodos de estiagem são, naturalmente, frequentes. No transcorrer da história, destacaram-se diversas medidas de gestão de secas, que buscaram „“combater” suas origens e/ou consequências, principalmente, aquelas de ordem socioeconômica. Quanto as possíveis alternativas para o desenvolvimento desta região, ainda se vive sob dois paradigmas: o “combate” à seca e/ou a “convivência” com o fenômeno. Nessa perspectiva, refletindo sobre as iniciativas de “combate” e/ou “convivência” com o fenômeno, este estudo objetiva discutir e identificar o período desta transição paradigmática, no âmbito das políticas públicas, analisando, sobretudo, as eventuais mudanças entre as duas perspectivas, no que tange ao “lidar” com o fenômeno das secas. Para tanto, recorreu-se aos fundamentos da pesquisa bibliográfica e documental. A partir do trabalho, pôde-se traçar, a partir de um mapeamento literário, que há a necessidade de análises das concepções conceituais em questão, para se reconhecer, de fato, as questões que nortearam(iam) as estratégias de desenvolvimento da região semiárida, pois as posições, dos diversos atores/agentes deste processo, muitas vezes, ainda são imprecisas. Ademais, constatou-se que fomentar alternativas emergentes, capazes de gerir de forma integradora as demandas hídricas no Semiárido, ainda consiste em um grande desafio, em virtude do(a): 1. Complexo comportamento espaço-temporal dos seus fatores/elementos físicos característicos; 2. Obstáculos gerados pelos múltiplos atores sociais quanto à proposição de estratégias de cunho não conservadoras. Logo, a possibilidade de novas mudanças de paradigmas, em relação a discussão em curso, não podem ser desconsideradas.

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Biografia do Autor

  • Bruno Claytton Oliveira da Silva, Universidade Potiguar

    Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pelo Programa de Pós-Graduação em
    Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
    - PRODEMA/UFRN - Brasil
    Doutorando em Geografia pela Universidade Federal
    de Pernambuco - PPGEO/UFPE
    Docente da Universidade Potiguar - UnP - Brasil
    http://lattes.cnpq.br/3729041809136315
    E-mail: brunoclaytton@yahoo.com.br

  • Ranyére Silva Nóbrega, Universidade Federal de Pernambuco

    Doutor em Meteorologia pela Universidade Federal de Campina Grande - DCA/UFCG
    Docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco -
    DCG-UFPE - Brasil
    http://lattes.cnpq.br/9860653777047562
    E-mail: ranyere.nobrega@ufpe.br

  • Ana Maria Jerônimo Soares, Universidade Potiguar

    Discente do curso de Administração da Universidade Potiguar - UnP - Brasil
    http://lattes.cnpq.br/8720694973258099
    E-mail: amaria.soa@gmail.com

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Publicado

01-10-2017

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DA SILVA, Bruno Claytton Oliveira; NÓBREGA, Ranyére Silva; SOARES, Ana Maria Jerônimo. Gestão de secas no semiárido do nordeste brasileiro (NEB): uma discussão paradigmática. Revista Vozes dos Vales: Publicações Acadêmicas, [S. l.], v. 6, n. 12, p. 18, 2017. DOI: 10.70597/vozes.v7i14.1674. Disponível em: https://revistas.ufvjm.edu.br/index.php/vozes/article/view/1674. Acesso em: 28 jul. 2026.

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