As ablepsias dos métodos quantitativos: concepções teóricas
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v8i15.1562Palavras-chave:
Ablepsias, Tendência, Precipitação PluvialResumo
Originalmente, o termo „ablepsia‟ tem sido empregado na grande área da Saúde; especialmente, em Medicina. Ademais, destaca-se que, mesmo nesta área, ele possui definições distintas, apesar de próximas, como: „cegueira‟, „falta, privação ou perda da visão‟, „incapacidade de discernimento ou falta de lucidez‟ e „tornar-se cego‟. Todavia, o termo „ablepsia‟ não foi empregado como posto até então; isto é, em sua perspectiva denotativa. Na verdade, ele foi explorado de modo não literal. Porém, este último guarda consigo concepções importantes da expressão em sua forma primeira. Isso dito, objetivou-se formular uma concepção teórica para as nuâncias intrínsecas ao emprego dos Métodos Quantitativos Clássicos (MQC), principalmente, na Geografia. Para isso, realizou-se um longo processo analítico de revisão literária e documental de diversos métodos e técnicas, bem como (re)avaliação de inúmeras publicações que as empregaram. Finalmente, entendeu- se que as „Ablepsias‟ dos MQC estão congregadas em dois grupos: as Ablepsias de Sustentação e as de Absolutização. Especificamente, tem-se que a primeira se caracteriza pela desatenção à predileção devida e/ou emprego irrestrito dos MQC. Ou seja, analogicamente, pode-se associar sua característica principal à “perda da visão” ou “cegueira”, no que tange a escolha da(s) técnica(s) quantitativa(s) devida(s), bem como aos aspectos implícitos à sua operacionalização. Por outro lado, a segunda possuem como grande marca a não relativização (por vezes, tão necessária) dos resultados, então obtidos, segundo a própria técnica utilizada, ou atrelados a um outro recurso que torne isso possível. Como consequência, percebeu-se que são produzidos, frequentemente, diagnósticos incompletos- equivocados e inferências indevidas em diversos estudos.
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