Colaboração Interprofissional nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais de Minas Gerais: Percepção dos Fisioterapeutas
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v12iESP.1237Keywords:
Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Fisioterapia, Relações Interprofissionais, NeonatologiaAbstract
O estudo objetivou avaliar a colaboração interprofissional nas UTIN de Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal, descritivo realizado de janeiro de 2022 a maio de 2023, aprovado pelo CEP da UFVJM (CAAE: 5.193.776). Foram incluídos os hospitais que tinham pelo menos um leito de UTIN habilitado e excluídos aqueles sem serviço de fisioterapia. Foi utilizada a Escala de Avaliação da Colaboração Interprofissional na Equipe II (AITCS II), aplicada aos fisioterapeutas de forma remota e síncrona. A AITCS II apresenta 3 domínios: parceria (40 pontos), cooperação (40) e coordenação (35), totalizando 23 assertivas, sendo a pontuação mínima de 23 e a máxima de 115 pontos. Dos 83 hospitais com UTIN, 73 foram elegíveis, onde 18 foram excluídos por terem apenas UTIN do tipo I, não estarem funcionando ou não aceitaram participar. Participando da pesquisa 26 fisioterapeutas. O escore total da escala foi de 90,7 pontos, demonstrando que os fisioterapeutas entrevistados avaliaram de forma positiva a colaboração interprofissional. Em relação às características, a coordenação foi o que apresentou respostas menos positivas, com 24,5 pontos, seguido pela parceria, 32,9, e a cooperação sendo a melhor avaliada, com 33,2. Quando realizado as comparações tempo de formação e tempo de trabalho em equipe com a colaboração interprofissional, não houve diferença significante entre o escore total, ou as características da escala. Os fisioterapeutas que trabalham nas UTIN consideram adequada a colaboração interprofissional na equipe, sendo a cooperação a mais positiva e coordenação menos pontuada que necessita ser aprimorada.
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