Contextualização da introdução precoce de alimentos em crianças a termo e pré-termo segundo as percepções maternas

Authors

DOI:

https://doi.org/10.70597/vozes.v9i17.1517

Keywords:

alimentação complementar, hábitos alimentares, nutrição da criança, prática profissional

Abstract

No Brasil há evidências da introdução precoce de alimentos complementares apesar de existirem recomendações e orientações profissionais contrárias. Objetivo: Levantar e desvelar as percepções maternas atribuídas à alimentação complementar precoce introduzida em lactentes de nascimento a termo e de nascimento pré-termo de acompanhamento em serviços públicos. Métodos: A pesquisa foi realizada em sete Unidades Básicas de Saúde e em um Centro de Referência Viva Vida. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com catorze participantes: sete mães de crianças com nascimento a termo, e sete de nascimento pré-termo. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo. Resultados: A introdução precoce de alimentos foi evidenciada entre o primeiro e o quarto mês e os alimentos foram variados, com destaque ao caldo de feijão. Motivos atribuídos à introdução precoce de alimentos: 1) Influências de familiares e terceiros; 2) Fome da criança; 3) O feijão como alimento que sustenta e é forte; 4) Cólicas infantis; 5) Trabalho e estudo materno; 6) Prematuridade da criança. Conclusão: Na pesquisa fica evidente que as mães seguem os conhecimentos do censo comum maternos. Nesse sentido é importante que os profissionais de saúde conheçam outras realidades associadas à alimentação em lactentes considerando as condições socioculturais na qual as lactantes estão inseridas.

Author Biographies

Ailide Maria Molina Rondon, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduada em Antropologia pela Universidade Central de Venezuela, Caracas,
Venezuela, Mestre em Saúde Sociedade e Ambiente (SaSA) – UFVJM- Brasil
https://www.linkedin.com/in/ailid é -molina-07206976/
E-mail: ailidemolina89@gmail.com

Nadja Maria Gomes Murta, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Doutora em Ciências Sociais – Antropologia pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo - PUCSP
Professora Adjunta IV do Departamento de Nutrição e dos Programas de Pósgraduação: Saúde, Sociedade e Ambiente (SaSA) e
Estudos Rurais (PPGER) da UFVJM, Diamantina, Minas Gerais
http://lattes.cnpq.br/4715827570119818
E-mail: nadjamurta@gmail.com

Rosane Luzia de S. Morais, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Doutora pelo Programa de Pós-graduação Saúde da Criança e do Adolescente da
Escola de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, Brasil
Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia e Mestrado Profissional Saúde
Sociedade e Ambiente (SaSA) da UFVJM, Diamantina, Minas Gerais, Brasil
http://lattes.cnpq.br/7233582440213110
E-mail: rosanesmorais@gmail.com

Katiana Lemes, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduanda do Departamento de Fisioterapia da UFVJM
http://lattes.cnpq.br/5350929878375799
E-mail: katianalemes23@gmail.com

Josiane Martins Costa, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduada pelo Departamento de Fisioterapia da UFVJM
http://lattes.cnpq.br/9643934155706741
E-mail: jojomartins10@hotmail.com

References

ALMEIDA, J.A. Amamentação: Um híbrido natureza- cultura. Fiocruz. 1999.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESA DE PESQUISA ABEP CCEB-ABAPredes: Critério Brasil 2015 e atualização da distribuição de classes para 2016. Disponível em: < http://www.abep.org/criterio-brasil > Acesso em: 25 Abr. 2017.

BARDIN, L. Análises de conteúdo. 70 ed São Paulo: 2011.

BERNARDI, J.L; JORDÃO, R.B.F. Alimentação complementar de lactantes em uma cidade desenvolvida no contexto de um país em desenvolvimento. Rev Panm Salud Publica, v.26, n.5, p.405-11, 2009.

BRAGA, P.P; ALMEIDA, I.L.I. Percepção materna do aleitamento no contexto da prematuridade. Rev. Enferm. Cent. O. Min, v.2, n.2, p.151-158, 2012.

BRASIL, Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável: guia Alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília DF: Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, 2010. 63 p.

BRASIL, Ministério da Saúde. Rede Amamanta Brasil. Caderno do tutor. Brasília DF: Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, Áreas Técnicas de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, 2009. 85 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Amamanta e alimenta Brasil: estratégia nacional para promoção do aleitamento materno e alimentação complementar saudável no Sistema Único de Saúde. Brasília DF: Secretaria Atenção à Saúde. 2015. 142 p.

BRASIL, Ministério da Saúde. II Pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Brasília DF: Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. 2009. 103 p.

BRASIL, Ministério da Saúde. Dab. Credenciamento e implementação das estratégias de agentes comunitários da Saúde, Saúde da Família e Saúde Bucal Unidade Geográfica: Município- Dimantina/MG. Disponível em: <http://dab.saude.gov.br/portaldab/historico_cobertura_sf.php> Acesso em: 25 abr. 2017.

BRUSCO, T.R.; DELGADO, S. Caracterização do desenvolvimento da alimentação de crianças nascidas pré-termo entre 3 e 12 meses. Rev. CEFAC, Canoas, v.16, n.3, p.917-928, 2014.

CAETANO, M.C. et al. Complementary feeding: inappropriate practices in infants. Journal de Pediatria, v.86, n.3, p.196-201. 2010.

CARVALHO, C.A. Política e Cotidiano: Estudos Antropológicos. IN: GROSSI, Miriam P. Schwade, E. (Org). Carvalho Cesar: Família e Trasnmissão Transgeracional. Florianópolis: Nova Letra, 2006. p.79-94.

CORRÊA, E.N. et al. Alimentação complementar e características maternas de crianças menores de dois anos de idade em Florianópolis (SC). Rev. Paul Pediatr, v.27, n.3, p.258-64.2009.

DE LA CRUZ, E. Un Acto por repensar, reflexionar, y redefinir la perspectiva educativa. Fundación Bengoa. La Alimentación. Caracas 2013. Disponível em:<https://www.fundacionbengoa.org/informacion_nutricion/alimentacion.asp> Acesso em: 25 abr. 2017.

GARINE, I. El Hombre y lo que come. Alimentação y Cultura IN: UNESCO (Org). Igor Garine: Alimentação, Cultura y Sociedad. Paris:El Correo, 1987. p.4-7.

LIMA, A.P. JAVAROSKI, M. VASCONCELOS, M. Práticas alimentares no primeiro ano de vida: representações sociais de mães adolescentes. Rev. Bras Enferm, Recife, v.67, n.6, p.965-77. 2014.

MACHADO, A.K. PRETTO, A. PASTORE, C. Intenção de amamentar e de introdução de alimentação de puérperas de um hospital escola do sul do Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v.19, n.7, p.1983-1989, 2014.

MACIEL, M.E. Antropología e nutrição um dialogo possível. In: CANESQUI, Ana. M. García, R. (Org). Maria Maciel: Olhares Antropológicos sobre a alimentação. Identidade Cultural e Alimentação. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005. p.49-55.

MAIS, L.A. et al. Diagnostico das práticas de alimentação complementar para o matriciamento das ações na Atenção Básica. Ciência & Saúde Coletiva, v.19, n.1, p.93-104, 2014.

MARTINS, CB. et al. Introdução de alimentos para lactantes considerados de risco ao nascimento. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília. v.23, n.1, p.79-90, 2014.

MINAS GERAIS. Viva Vida. Centro de Referência Viva Vida de Referência Secundaria (CRVV) Viva Vida Sesmg: Programa de redução da mortalidade infantil materna – área Saúde. 2011.Disponível em: <http://www.saude.mg.gov.br/documento-especificos-de-engenharia-objetoreforma-ou-obra/page/429-viva-vida-sesmg>.

PARADA, CM. CARVALHÃES M. JM. Práticas de alimentação complementar em Crianças no Primeiro ano de Vida. Rev. Latino-Am Enfermagem, São Paulo, v.15, n.2, p.1-8, 2007.

POULAIN, JP. PROENÇA, R. O Espaço social alimentar: um instrumento para o estudo dos modelos alimentares. Rev. Nutr., Campinas, v.16, n.3, p.245-256, 2003.

RAMOS, C.V.; ALMEIDA, J. Alegações maternas para o desmame: estudo qualitativo. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.79, n.5, p.385-390, 2003.

SCHINCAGLIA, R.M.; SOUSA, L. MK. Práticas alimentares e fatores associados à introdução precoce da alimentação complementar entre crianças menores de seis meses na Região Noroeste de Goiânia. Epidemiol. Ser. Saúde, Brasília, v.24, n.3, p.465-474, 2015.

SILVEIRA, F.J.; LAMOUNIER, J. Prevalência do aleitamento materno e práticas de alimentação complementar em crianças com até 24 meses de idade na Região do Alto de Jequitinhonha, Minas Gerais. Rev. Nutr, Campinas. v.17, n.4, p.437-447, 2004.

VIEIRA, G.O. et al. Factores associados ao aleitamento materno e desmame em Feira de Santana, Bahia. Rev Beas Saúde Matern Infant, Recife, v.4, n.2, p.143150, 2004.

World Health Organization (WHO). Indicators for assessing infant and young child feeding practices: conclusion of a consensus meeting held 6-8 November. Washington: 2008. 19 p.

Published

2020-05-01

How to Cite

RONDON, . M. M. .; MURTA, . M. G. .; MORAIS, . L. de S. .; LEMES, . .; COSTA, . M. . Contextualização da introdução precoce de alimentos em crianças a termo e pré-termo segundo as percepções maternas. Revista Vozes dos Vales: Publicações Acadêmicas, [S. l.], v. 9, n. 17, p. 19, 2020. DOI: 10.70597/vozes.v9i17.1517. Disponível em: https://revistas.ufvjm.edu.br/vozes/article/view/1517. Acesso em: 14 apr. 2026.

Issue

Section

Artigos