Qualidade da água tratada dos municípios atingidos após o rompimento da barragem de Fundão
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v9i17.1519Keywords:
Rompimento de barragem, Desastre Ambiental, Qualidade da água, Abastecimento público de águaAbstract
No dia 5 de novembro de 2015, ocorreu o maior desastre ambiental no Brasil provocado pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG. As análises da qualidade da água no Rio Doce, região de Minas Gerais, ao longo de duas décadas, demonstraram que existia contaminação de alguns metais, mas que foi potencializada no período imediato após o rompimento da barragem. Este estudo busca apresentar e avaliar dados de amostras de água para consumo humano realizado por estruturas de Vigilância em Saúde Ambiental nas Estações de Tratamento de Água de Aimorés, Alpercata, Galiléia, Governador Valadares, Itueta, Resplendor e Tumiritinga, impactadas pelo rompimento da barragem entre os anos de 2015 a 2019. Foram analisados os parâmetros alumínio, antimônio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cromo, cobre, ferro, manganês, mercúrio, níquel, selênio, sódio, zinco, coliformes totais, Escherichia coli, cloro residual livre e turbidez, com resultados de não conformidade para cloro residual livre, turbidez, manganês total, alumínio e ferro total, coliformes totais e Escherichia coli. Complementarmente, os dados foram discutidos e comparados com a série histórica do monitoramento da qualidade da água do Rio Doce realizado pelo IGAM/MG. Considerando-se o período de quatro anos após o rompimento, os resultados sugerem eficiência do tratamento, entretanto, recomenda-se maior planejamento e adequação dos processos de tratamento e gestão, tendo em vista as características dinâmicas da água após um desastre ambiental.
References
ALMEIDA, M.C.; SILVA, M.M.; DE PAULA, M. Avaliação do desempenho de uma estação de tratamento de água em relação à turbidez, cor e pH da água. Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais, v. 5, n. 1, p. 25-40, 2017.
ANA. Encarte Especial sobre a Bacia do Rio Doce: Rompimento da Barragem em Mariana/MG. 2016. Disponível em: < http://arquivos.ana.gov.br/RioDoce/EncarteRioDoce_22_03_2016v2.pdf >. Acesso em: 29 set 2019.
BRASIL, M. D. S. Vigiagua. 2019. Disponível em: < http://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigiagua >. Acesso em: 28 out 2019.
BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Manual prático de análise de água. 4 ed. Brasília, DF, 150 p. 2013.
BRASIL. Portaria de consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União, 2017.
BROWN, G. E.; FOSTER, A. L.; OSTERGREN, J. D. Mineral surfaces and bioavailability of heavy metals: a molecular-scale perspective. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 96, n. 7, p. 3388-3395, 1999.
CARVALHO, A.P.M.; SILVA, J.N.; DOS SANTOS, V.S.; FERRAZ, R.R. Avaliação dos parâmetros de qualidade da água de abastecimento alternativo no distrito de Jamacaru em Missão Velha -CE. Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística , São Paulo, v. 7, n.1, p. 35-51, 2017.
DERISIO, J.C. Introdução ao controle de poluição ambiental. 4 ed. São Paulo: Oficina de textos, 2012.
DIAS, C. A. et al. Impactos do rompimento da barragem de Mariana na qualidade da água do Rio Doce. Revista Espinhaço| UFVJM, p. 21-35, 2018.
FERREIRA, A. P.; WERMELINGER, E. D. Concentrações séricas de metais e suas implicações para a saúde pública. J. Health Sci. Inst, v. 31, n. 1, 2013.
FLORES, M.; YAMAGUCHI, M. U. Teste do micronúcleo: uma triagem para avaliação genotóxica. Saúde e Pesquisa, v. 1, n. 3, p. 337-340, 2008.
FREITAS, C. M. D. et al. Desastres naturais e saúde: uma análise da situação do Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 9, p. 3645-3656, 2014.
FREITAS, V. P. et al. Padrão físico-químico da água de abastecimento público da região de Campinas. Rev. Inst. Adolfo Lutz, v. 61, n. 1, p. 51-58, 2002.
HELLER, L.; DE PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para consumo humano. Editora UFMG, 2006. ISBN 8570415168.
IBAMA. Laudo Técnico Preliminar: Impactos ambientais decorrentes do desastre envolvendo o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. 2015. Disponível em: <https://www.ibama.gov.br/phocadownload/barragemdefundao/laudos/laudo_tecnico_ preliminar_Ibama.pdf >. Acesso em: 2 set 2019.
IGAM. Encarte Especial: Qualidade das águas do Rio Doce após 3 anos do rompimento da Barragem de Fundão 2015/2018. p. 64, 2018. Disponível em: < http://www.igam.mg.gov.br/images/stories/2018/QUALIDADE_DA_AGUA/ENCARTE _Tres_ANOS.pdf >. Acesso em: 15 set 2019.
LIBÂNIO, M. Fundamentos de qualidade e tratamento de água. Átomo, 2008. ISBN 8576700832.
LIBÂNIO, M. Fundamentos de qualidade e tratamento de água. 3 ed. Campinas: Átomo, 2010.
MACEDO, T. de L.; REMPEL, C.; MACIEL, M.J. Análise Físico-Química e Microbiológica de água de poços artesianos em um município do Vale do Taquari - RS. Tecno-Lógica, Santa Cruz do Sul, v. 22, n.1, p.58-65, 2018.
MANZINI, F. F.; DE SÁ, K. B.; DE ALMEIDA PLICAS, L. M. Metais pesados: fonte e ação toxicológica. Periódico Eletrônico Fórum Ambiental da Alta Paulista, v. 6, n. 12, 2010.
MINASGERAIS. Relatório: Avaliação dos efeitos e desdobramentos do rompimento da Barragem de Fundão em Mariana-MG. Responsável: Grupo da Força-Tarefa, Decreto 2015.
NETO, R.M.R.; BEZERRA, H.P; CAMPOS, V.B.; SIQUEIRA, K.F.; ALMEIDA, W.L. Avaliação do sistema de tratamento e da qualidade das águas de abastecimento público em Laranjal do Jari, AP. Scientia plena , Amapá, v. 9, n.11, 2013.
OLGA, S. Fundamentos da Toxicologia. 3ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2008.
ROSALINO, M. R. R. Potenciais efeitos da presença de alumínio na água de consumo humano. 2011. Faculdade de Ciências e Tecnologia
SEMAD-IGAM. Encarte especial sobre a qualidade das águas do Rio Doce após 1 ano do rompimento da Barragem de Fundão - 2015/2016. 2016. Disponível em: <http://www.igam.mg.gov.br/images/stories/2016/QUALIDADE/ENCARTE_ESPECIAL_SOBRE_A_QUALIDADE_DA_%C3%81GUA_DO_RIO_DOCE_AP%C3%93S_O_ROMPIMENTO_DE_BARRAGEM_DA_SAMARCO_NO_DISTRITO_DE_BENTO_RODRIGUES.pdf >. Acesso em: 07 set 2019.
SPERLING, M.V. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 4 ed. Belo Horizonte: UFMG, 2017.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista proporciona acesso público - Open Access - a todo seu conteúdo protegidos pela Licença Creative Commons (CC-BY).








