Dengue em crianças: um estudo epidemiológico na macrorregião norte de Minas Gerais no período de 2018 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v13i28.1130Resumen
Estudo ecológico de série temporal retrospectiva, com abordagem quantitativa descritiva de dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/SUS) demonstrou que a dengue em crianças de 0 a 9 anos na Macrorregião Norte de Minas Gerais apresentou tendência ascendente entre 2018 e 2024, com picos epidêmicos expressivos em 2019 e 2024. A redução observada em 2020 e 2021 reflete o impacto da pandemia de COVID-19 sobre o sistema de vigilância, sugerindo subnotificação, dificuldades diagnósticas e queda na procura por serviços de saúde. A partir de 2022, verificou-se retomada do crescimento dos casos e das internações, acompanhada do reaparecimento de dengue com sinais de alarme e de dengue grave, indicando possível circulação de sorotipos associados a maior virulência. Embora o percentual de internações tenha permanecido, em geral, abaixo do parâmetro estadual de 7\%, a elevada proporção de registros com evolução “ignorada” ou “em branco” compromete a robustez dos indicadores epidemiológicos, afetando a estimativa de cura, gravidade e letalidade. Essa fragilidade evidencia a necessidade de fortalecer a qualidade dos sistemas de vigilância e de aprimorar o encerramento oportuno dos casos. Conclui-se que a dengue permanece como importante desafio de saúde pública para a população pediátrica da região, especialmente diante da tendência de intensificação das epidemias recentes. O fortalecimento das ações de vigilância, a ampliação da capacidade diagnóstica, o monitoramento dos sorotipos circulantes e a melhoria da qualidade da informação são medidas essenciais para orientar intervenções oportunas e reduzir o risco de formas graves na infânciaCitas
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