Diabetes do tipo 2 é um determinante da capacidade funcional de mulheres brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v12iESP.1239Palabras clave:
Diabetes Mellitus Tipo 2, Mulheres, Capacidade Funcional, Teste de Caminhada com Carga ProgressivaResumen
A diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) é considerada grande problema para a saúde pública pela elevada prevalência, principalmente nas mulheres. O paciente normalmente apresenta declínio funcional e é importante estabelecer o papel da doença na capacidade de exercício dos pacientes. O presente estudo objetivou verificar a diferença na capacidade de exercício entre mulheres saudáveis e com DM2 e identificar se a DM2 é um determinante da capacidade funcional nessa população. Por um estudo transversal, 20 mulheres, sendo 10 com DM2 (53±7 anos) e 10 saudáveis (49±9 anos), foram avaliadas quanto a medidas antropométricas, avaliação da força muscular periférica, avaliação da força muscular respiratória e capacidade funcional. A força muscular periférica foi avaliada pela dinamometria por preensão palmar, enquanto a força muscular respiratória foi avaliada pela manovacoumetria. A capacidade funcional foi avaliada pelo Incremental Shuttle Walk Test. O grupo de mulheres com DM2 apresentou menor capacidade funcional (p=0,043), maior pressão arterial sistólica (p=0,004) e maior pressão arterial diastólica (p=0,019). Na análise de regressão, permaneceram como determinantes da capacidade funcional o diagnóstico de DM2 (p=0,039), a frequência cardíaca de repouso (p=0,014) e a força muscular expiratória (p=0,003). As três variáveis, juntas, explicaram 65% da variação da capacidade funcional na amostra estudada. Conclui-se que as mulheres com DM2 apresentaram menor capacidade funcional em relação às saudáveis. Além disso, verificou-se que o diagnóstico de DM2 é um determinante independente da capacidade funcional, o que alerta para a necessidade de intervenção precoce e acompanhamento dessa população.
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