Doença Renal Crônica: uma análise epidemiológica, sócio demográfica e comportamental de portadores de fatores de risco em município do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v11i24.1251Keywords:
Insuficiência Renal Crônica, Nefropatias, Atenção Primária à Saúde, Prevenção de DoençasAbstract
A Doença Renal Crônica (DRC) configura-se como uma doença crônica não transmissível, cuja incidência e prevalência estão aumentando em todo o mundo, gerando altos custos para a saúde pública, carecendo, portanto, da implementação de medidas para o enfrentamento. Além disso, não existem dados fidedignos de DRC não dialítica no Brasil. Considerando a relevância e o impacto da DRC na saúde da população brasileira, o presente estudo teve por objetivo realizar uma análise dos dados sócio demográficos, comportamentais, comorbidades e utilização de fármacos com potencial de nefrotoxicidade por usuários adultos, com idade entre 20 a 80 anos, em Estratégia de Saúde da Família (ESF) de um município do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais (MG), no ano de 2015. Foi possível realizar o rastreamento de DRC em 191 indivíduos cadastrados na ESF. A partir dos dados coletados observou-se que 57,6% dos indivíduos participantes da pesquisa eram do sexo feminino, 73,8% de raça não branca, sendo que 64,4% possuía apenas ensino fundamental incompleto. Observou-se ainda que 81,2% eram sedentários, embora tenha-se verificado alto índice de indivíduos hipertensos (63,4%), diabéticos (10,0%), obesos (35,1%) e em utilização de medicamentos que apresentam potencial nefrotóxico (59,2%). Outra constatação importante é que 13,1% apresentaram uso abusivo do álcool, além de que 18,3% dos participantes tinham história familiar de DRC. Estes resultados apontam para a necessidade de um acompanhamento multiprofissional periódico destes indivíduos, buscando evitar prejuízos maiores para a saúde e qualidade de vida dessas pessoas
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