Sensibilidade e a face Anômala: o grotesco e a cultura digital na Perspectiva Bakhtiniana
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v11i24.1311Palabras clave:
Anormalidades Craniofaciais, Rede Social, Tecnologia Digital, Bakhtin, Cultura DigitalResumen
Neste artigo buscou-se discorrer sobre as Anomalias Craniofaciais caminhando em paralelo a três perspectivas do Grotesco: Grotesco Medieval/Realismo Grotesco, Grotesco Romântico e Grotesco Realista (Modernista/Realista). Metodologia: Toda a discussão será principalmente embasada nas Obras de Mikhail Bakhtin: A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: O contexto de François Rabelais e na obra Para a Filosofia do ato responsável. Resultados e Discussão: Discorrer sobre o grotesco, é navegar sobre um mar de saberes, preenchendo lacunas trazendo em si a academicidade da carnavalização e mostra, que diferentemente, do valor semântico que a palavra pode trazer. A compreensão do grotesco comunica-se com a humanidade e em suas imperfeições deparando-se com as Anomalias Craniofaciais, que marcam a face. Considerações Finais: O grotesco mostra-se cheio de possibilidades, ligando-se às emoções, mas também está conectando constructos maiores, que formam saberes, compartilham informações e conhecimento, propiciam acessibilidade, nas redes sociais, e também nos serviços de saúde, porquanto as Anomalias Craniofaciais são um problema de Saúde Pública.
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