É possível animar o debate de uma fonoaudiologia generalista? corpo e memória em cena
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v11i21.1408Palabras clave:
Fonoaudiologia generalista, Memória, Direitos civisResumen
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases do Conselho Nacional de Educação (CNE), no artigo 3º, o curso de graduação em Fonoaudiologia deverá atender o perfil do egresso e profissional, fonoaudiólogo, a partir da formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Neste ensaio, busca-se considerações para a pergunta: é possível ao descrever os corpos de sujeitos de uma determinada cidade pela fenomenologia hermenêutica da memória, animar o debate de um perfil de fonoaudiólogo generalista? Na tentativa de responder à questão, abre-se muitas outras com argumentações em disputas que poderão fomentar novos exames. Mas, nas pitas provocadas por esse estudo pode-se atestar que, ao seguir a trajetória da descrição simbólica do corpo territorializado, abre-se narrativas da memória na relação do sujeito-sociedade com seu presente nos elos com seu passado. Acredita-se que, a procura de decifrar esse corpo com características arqueológicas, encoraja indivíduos ou grupos invisibilizados da sociedade a abrirem seus testemunhos. Assim pensa-se fundamental a compreensão dos enunciados corporais e linguísticos de uma cultura para desenvolver o perfil do fonoaudiólogo generalista. Essas narrativas funcionariam também como pilares da equidade social auxiliando a luta de grupos oprimidos buscarem seus direitos civis.
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