Valère Novarina e a minoração da linguagem na dramaturgia de o teatro dos ouvidos – palavra, dispositivo e processualidade do sujeito
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v10i20.1440Palabras clave:
Dramaturgia, Subjetividade, Palavra, Sujeito, Linguagem menorResumen
alère Novarina escreve em 1980 O Teatro dos Ouvidos, uma dramaturgia que se propõe redistribuindo aspectos temporais, espaciais e composicionais em se tratando de texto e linearidade, isso a partir de outros modos possíveis de uma construção narrativa. O Teatro dos Ouvidos se apresenta como uma constante enunciação de renúncia da linguagem estabelecida pelo viés estrutural, esse ato sobretudo potencializa-se no rechaçar da língua que nomeia, caracteriza e articula-se em demasia. Acerca das coordenadas linguísticas que a dramaturgia conduz os leitores e as leitoras, deparamo-nos com modos enunciativos concernentes ao conceito de linguagem menor, referindo-se a uma proposição conceitual de Gilles Deleuze. Em seguida dialoga-se com o dispositivo, de Giorgio Agamben, e suas problemáticas às intermitências da língua em vias de minorar-se. Por fim, concatenando reflexões sobre a linguagem que se estabelece variante e contínua no texto que se apresenta como fio condutor deste estudo, transita-se pelos âmbitos de pensar o sujeito, e seus estados provisórios, e modos de promoção da subjetividade distanciada da serialização sistemática. Em suma, busca-se evidenciar as vertentes de sentidos imbuídos na escrita de Valère Novarina e a importância desse agenciamento ao pensarmos em linguagem, texto e afetos imanentes.
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