Saúde e meios de comunicação: relações, dinâmicas e desafios. O exemplo da construção do “fenómeno” SIDA

Autores/as

  • Crescêncio B. G. Pereira Universidade de Évora - Portugal

Palabras clave:

meios de comunicação, espaço público, saúde, SIDA

Resumen

Este texto analisa o debate produzido pela esfera da ciência médica, dos meios de comunicação bem como do público no geral em relação às informações sobre a saúde e a doença. Parte-se do princípio que com a chegada da revolução industrial e tecnológica, o campo de acção dos meios de comunicação alargou-se rapidamente, o que permitiu uma maior circulação de debates sobre a saúde e a doença. Considerando a evolução dos meios de comunicação e o processo pelo qual eles foram conquistando o seu espaço na esfera pública com realce para a construção social do “fenómeno SIDA” (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), o texto procura mostrar que é quase impossível restringir o debate sobre os processos e realizações do campo da saúde à esfera especializada, uma vez que os meios de comunicação possibilitaram uma ligação mais efectiva entre as instituições da ciência e o público, influenciando deste modo para o aumento do conhecimento da população no geral sobre a saúde e a doença.

Citas

Ackerknecht, E. (1982). A short history of medicine. Baltimore and London: The Johns Hopkins University Press.

Arendt, H. (1988). Condition de l'homme moderne. Paris: Press Pocket.

Bourdieu, P. (1998). Practical reason. On the theory of action. Oxford: Polity.

Breton, P., & Proulx, S. (2000). A explosão da comunicação. Lisboa: Bizantino.

Burkett, W. (1990). Jornalismo Científico. Como escrever sobre ciência, medicina e alta tecnologia para os meios de comunicação. Rio de Janeiro: Forense

Universitária.

Caraël, M. (2006). “Twenty years of intervention and controversy”. Em P. Denis & C. Becker (Eds.), The HIV/AIDS epidemic in Sub-Saharan Africa in a historical perspective. Recuperado em 2010, Julho 15, de http://rds.refer.sn/IMG/pdf/AIDSHISTORYALL.pdf

Dodier, N. (1999). “L'espace public de la recherche médicale. Autour de l'affaire de la ciclosporine”. Réseaux, 17(95), 107-154.

Habermas, J. (2000). L'espace public : archéologie de la publicité comme dimension constitutive de la société bourgeoise. Paris: Payot.

Hazelton, M. (1997). “Reporting mental health: A discourse analysis of mental health related news in two Australian newspapers”. Australian & New Zealand Journal of Mental health Nursing, 62(2), 73-89.

Herzlich, C., e Pierret, J. (1988). “Une maladie dans l‟espace public. Le Sida dans six quotidiens français”. Annales Économies, Sociétés, Civilisations, 5, 1109-1134.

Kinsella, J. (1989). Covering the plague: AIDS and the American media. New Brunswick and London: Rutgers University.

Lupon, D. (1994). Moral threats and dangerous desires. AIDS in the news media. London: Taylor & Francis.

Moeller, S. (1999). Compassion fatigue. How the media sell disease, famine war and death. New York: Routledge.

Nascimento, D. (2004). “Um caminho positivo: Enfrentando o estigma da AIDS”. Em D. Nascimento e D. Carvalho (Eds.), Uma história brasileira das doenças, Brasília: Paralelo 15.

Neto, A. (1999). Comunicação e mídia impressa: Estudo sobre a AIDS. São Paulo: Hacker Editores.

Nelkin, D. (1989). “Journalism and science: the creative tension”. Em M. Moore (Ed.), Health risks and the press: Perspectives on media coverage of risk assessment and health. Washington D.C.: The Media Institute & American Media Association.

Ponte, C. (2004). Notícias e silêncios: A cobertura da Sida no Diário de Notícias e no Correio da Manhã. Porto: Porto Editora.

Porter, R. (1999). The greatest benefit to mankind: A medical history of humanity from antiquity to the present. London: Fontana Press.

Rieffel, R. (2005). Que sont les médias : pratiques, identités, influences. France: Gallimard.

Rosenberg, E. (1989). “What is an epidemic? AIDS in historical perspective”. Daedalus, 118 (2), 1-17.

Sotang, S. (1989). Aids e suas metáforas. São Paulo: Cia das Letras.

Sousa, J. (2006). Elementos de teoria e pesquisa da comunicação e dos media. Porto: Porto Editora.

Tétu, J. F. (1982). Le discours du journal. Contribution à l'étude des formes de la presse quotidienne. (Tese de doutoramento inédita). Lyon: Université Lumière Lyon

II.

Tsao, J. (1997). “Informational and symbolic content of over-the-counter drug advertising on television”. Journal of Drug Education, 27(2), 173-197.

Traquina, N. (2002). O que é jornalismo. Lisboa: Editorial Quimera.

Traquina, N., Silva, M., e Calado, V. (2007). A problemática da SIDA como notícia. Lisboa: Livros Horizonte.

Vigarello, G. (2001). Histórias das práticas de saúde. A saúde e a doença desde a Idade Média (L. Sarmento, Trad.). Lisboa: Editorial Notícias. (Trabalho original publicado em francês em 1993).

Wolton, Dominique (1997). “De la vulgarisation à la communication”. Hèrmes, 21, pp.

-14.

Publicado

2015-05-01

Cómo citar

B. G. Pereira , C. (2015). Saúde e meios de comunicação: relações, dinâmicas e desafios. O exemplo da construção do “fenómeno” SIDA . evista ozes os ales: Publicações cadêmicas, 4(7), 16. ecuperado a partir de https://revistas.ufvjm.edu.br/vozes/article/view/942