Desempenho operatório de adultos e idosos nas provas da Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico (EDPL)
Palabras clave:
Psicologia genética, Estágio operatório formal, Escala de desenvolvimento do pensamento lógico, adultos, idososResumen
O presente estudo é parte da tese de doutorado intitulada previamente “Um estudo sobre as características do pensamento lógico formal em adultos e idosos”, cujo objetivo é descrever características do pensamento operatório formal em dois grupos de sujeitos, adultos e idosos, a partir dos desempenhos na Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico e no jogo Quarto. Nesse recorte, trata- se de verificar e discutir a atuação de adultos e idosos nas provas da EDPL, caracterizando, de forma geral, o desempenho no conjunto das provas aplicadas e, particularmente, na prova de permutação. Seis homens de 30 a 35 anos e seis homens de 60 a 65 anos foram avaliados nas provas de conservação, quantificação de probabilidades, permutação e oscilação do pendulo. Os resultados indicam que não há diferença significativa na manifestação da estrutura do pensamento operatório formal entre os grupos, mas interferencia dos conteúdos na resolução dos problemas propostos notadamente entre os idosos. Assim, pudemos questionar o uso da EDPL para avaliação de sujeitos psicológicos.
Citas
ANDRADE, A.S. Desenvolvimento de testes padronizados baseados em provas piagetianas: revisão bibliográfica. Arq. bras. Psic., v. 36, n. 3, p. 3-23, jul./set. 1984.
CAMARGO, D.A.F. Desempenho operatório e desempenho escolar. Cad. Pesq., São Paulo, v. 74, p. 47-56. 1990.
DELVAL, J. Introdução à prática do método clínico: descobrindo o pensamento das crianças. Porto Alegre: Artmed, 2002.
EICHLER, M. L. Modelos causais de adolescentes e adultos para as mudanças de estado e a transformação química da matéria. 2004. Tese de Doutorado – Curso de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento, Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
INHELDER, B.; PIAGET, J. Da lógica da criança à lógica do adolescente: ensaio sobre a construção das estruturas operatórias formais. Tradução: Dante Moreira Leite. São Paulo: Pioneira, 1976.
LONGEOT, F. L´Échelle de Développement de la Pensée Logique. Manuel d´Instructions. 1974.
LONGEOT, F. Psicologia diferencial y teoria operatória de la inteligencia. Barcelona: Omega, 1978.
MARCHAND, H. Em torno do pensamento pós-formal. Análise Psicológica, Lisboa,
v. 20, n. 2, p. 191-202, abr. 2002. Disponível em:
<http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v20n2/v20n2a01.pdf>. Acesso em: 19 dezembro 2011.
MORALES, J.A; FRISANCHO, S.
Operacionescombinatoriasenestudiantesuniversitarios de ciclo inicial. Schème, v. 5,
n. 2, p. 130-156, Ago./Dez. 2013.
PASCUAL, J. G.; NASCIMENTO, N. A. Estruturas cognitivas formais: reflexões sobre o acesso à Universidade. Revista Metáfora Educacional, Feira de Santana, n. 8, p. 15-29, jun. 2010. Disponível em: <http://www.valdeci.bio.br/revista.html>. Acesso em: 19 dezembro 2011.
PIAGET, J. (1972). Evolução intelectual da adolescência à vida adulta. Trad. Tânia Marques e Fernando Becker, Porto Alegre: UFRGS, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 1993. Texto digitado.
PIAGET, J. A epistemologia genética. Sabedoria e ilusões da psicologia. Problemas de psicologia genética. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
PYLRO, S. C. Avaliação de noções operatórias em adolescentes com e sem indícios de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. 2012. 342 f. Tese de Doutorado
– Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2012.
QUEIROZ, S.S. Epistemologia genética, psicologia genética, construtivismo, dialética... Como juntar todas essas coisas complicadas? In: NOVO, H.A.; MENANDRO, M.C.S. Olhares diversos: estudando o desenvolvimento humano. Vitória: UFES. Programa de pós-graduação em psicologia: CAPES, PROIN, 2000. p. 35-50.
RAMOZZI-CHIAROTTINO, Z. Schème , v. 4, n. 1, p. 239-251, Jan./Jul. 2012.
RIZZI, C. B.; COSTA, A. C. R. O período de desenvolvimento das operações formais na perspectiva piagetiana: aspectos mentais, sociais e estrutura. Educere. Umuarama. v. 4, n. 1, p.29-42, 2004.
SILVA, M.J. de C. As estratégias do jogo quarto e suas relações com a resolução de problemas matemáticos. 2008. 204 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2008.
SILVA, J. A. de. Modelos de significação construídos por adultos em problemas de soma e subtração. Ciências e Cognição, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 12-34. 2009. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org. Acesso em: 19 dezembro 2011.
SILVA, W. Raciocínio lógico e o jogo de xadrez: em busca de relações. 2009. 620 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
SILVA, S. T. Sorte? Lógica? Modelos de significação e a noção de acaso de adultos alunos do Proeja. 2014. 236 f. Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2014 .
SOUZA, M. T .C. C. de. Operações formais em universitários de diferentes áreas profissionais: uma análise comparativa. 1984, 153 f. Dissertação de Mestrado – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1984.
TEIXEIRA, L.R.M. Comparação do desempenho de escolares de 2º grau em três provas operatórias: permutação, quantificação das probabilidades e torre de Hanói. Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, v. 6, n. 1, p. 3-22. 1990.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
A Revista proporciona acesso público - Open Access - a todo seu conteúdo protegidos pela Licença Creative Commons (CC-BY).





