Geografia quantitativa, por quê não?
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v7i14.1621Palavras-chave:
Geografia, Epistemologia Geográfica, Geografia QuantitativaResumo
Historicamente, a Geografia Quantitativa foi alvo de uma série de severas críticas, sobretudo, aos seus aspectos técnico-metodológicos. Todavia, na atual conjuntura, tanto global quanto local, acredita-se que vários são os sinais que apontam para uma reemergência desta corrente geográfica. Diante deste cenário, o artigo versa sobre uma nova percepção sobre a Geografia Quantitativa, que se entende estar plenamente em curso. Assim, objetivou-se, inicialmente, analisar o processo histórico de embate epistemológico – entre as diversas correntes do pensamento geográfico –, à luz de suas abordagens metodológicas. Além disso, posteriormente, desejou-se ressignificar a posição histórica da Geografia Quantitativa na ciência geográfica; além de apresentar possibilidades para o seu emprego no dias atuais. Para tanto, fez-se uso de recursos literários bibliográficos diversos. Além disso, destaca-se que o tipo de pesquisa realizada, segundo os critérios „Natureza, Abordagem, Objetivos e Procedimentos Técnicos, foi classificado, respectivamente, como Básica, Qualitativa, Exploratória e Bibliográfica. Dentre os resultados, percebeu-se que, para o emprego das técnicas inerentes a Geografia Quantitativa, demandou-se dos geógrafos uma dedicação para além daquela que, historicamente, havia-se realizado. Logo, tais necessidades justificaram, ao menos parcialmente, o processo histórico de refutação da citada corrente. Paralelamente, reconhecesse que, em face de suas aplicações e dos seus aspectos técnico-metodológicos específicos, várias das citadas críticas à Geografia Quantitativa são plausíveis. A partir da discussão realizada neste trabalho, concluiu- se que a Geografia Quantitativa, bem como seus métodos, técnicas, instrumentais analíticos e tecnológicos, possui um importante papel na compreensão da complexa dinâmica das interrelações espaciais vigentes, notabilizadas em escalas espaço- temporais diversas.
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