Impactos do uso da terra nas emissões de GEE e estrutura da paisagem em Monte Carmelo, Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17410406Palavras-chave:
Ecologia de Paisagens, Mudança do Clima, GEE, Fragmentação Florestal, Uso da TerraResumo
A conservação de ecossistemas naturais é um dos grandes desafios deste século. Abordagens que integrem a dinâmica do uso e cobertura da terra, estrutura e composição da paisagem são essenciais para conciliar a expansão agrícola, a mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a proteção de ecossistemas frágeis, rumo à bioeconomia. Este estudo investigou como as mudanças no uso e cobertura da terra afetaram a estrutura da paisagem e as emissões de GEE ao longo de cerca de quatro décadas em Monte Carmelo (MG), município agropecuário do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Utilizaram-se dados do MapBiomas, métricas de ecologia da paisagem e emissões do SEEG para entender a dinâmica temporal das alterações e estimar as emissões anuais. Os resultados revelaram redução nas áreas de formações florestais (-5,66%) e savânicas (-52,72%) com aumento da fragmentação. Cafeicultura, sojicultura, silvicultura e outras lavouras temporárias expandiram-se, sobretudo sobre antigas pastagens. As emissões de GEE aumentaram 31,25%, com destaque para mudanças no uso da terra e agropecuária. As métricas indicaram fragmentação e simplificação das manchas vegetais. Essas alterações representam desafios à conservação e mitigação climática, evidenciando a urgência de políticas e manejo sustentável integrados a dados geoespaciais e inteligência territorial.
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