Modelagem da Fragilidade Ambiental da Sub-Bacia do Rio Perdizes, Triângulo Mineiro, Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17410485Palavras-chave:
Manejo de Ecossistemas, Manejo de Bacias Hidrográficas, Unidades ecodinâmicas, Planejamento Ambiental, Sistemas de Informações GeográficasResumo
Avaliar a fragilidade ambiental é fundamental para identificar vulnerabilidades ecológicas, orientar práticas sustentáveis e prevenir a degradação dos recursos naturais, garantindo a preservação dos ecossistemas e o bem-estar das futuras gerações. O objetivo deste trabalho foi mapear a fragilidade ambiental da Sub-bacia do Rio Perdizes, Monte Carmelo, Minas Gerais, Brasil. As características de solo, relevo, geomorfologia, proximidade de corpos d'água, declividade e uso e cobertura da terra, através de uma análise multicritério, foram utilizadas para avaliar a Fragilidade Potencial (características naturais) e Fragilidade Emergente (características naturais e antropogênicas). A análise da fragilidade potencial constatou que 96,26% da área total da bacia estão nas categorias de baixa e média fragilidade, indicando que a região, de forma natural, apresenta um certo grau de estabilidade ecodinâmica da paisagem. Quanto à fragilidade emergente, as categorias média e alta predominam, o que corresponde a 87,37% da área total, indicando o efeito do impacto antrópico sobre um ecossistema. As áreas com alta ou muito alta fragilidade estão associadas aos cambissolos, que apresentam baixa fertilidade e são mais propensos à erosão. Quando combinadas com atividades humanas, há um agravamento da fragilidade emergente, decorrente principalmente de pastagem na parte norte da área. A pesquisa conclui que as ações humanas têm um impacto significativo na fragilidade ambiental da área, especialmente em áreas naturalmente sensíveis.
Referências
Artaxo, p. As três emergências que nossa sociedade enfrenta: saúde, biodiversidade e mudanças climáticas. Estudos avançados, v. 34, n. 100, p. 53–66, set. 2020.
Azevedo, t. R. De et al. Seeg initiative estimates of brazilian greenhouse gas emissions from 1970 to 2015. Scientific data, v. 5, n. 1, p. 1–43, 2018. Doi: 10.1038/sdata.2018.45.
Brasil. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa (novo código florestal). Presidência da república. Casa civil. Subchefia para assuntos jurídicos, 2012.
Campos, l. C. A atuação de minas gerais na agenda de mudança do clima. 2023. Dissertação (mestrado em administração pública) – universidade federal de alfenas, varginha, mg, 2023.
Confessor, j. G.; silva, l. L.; araújo, p. M. S. De. Avaliação das perdas de água e solo em pastagem inserida em ambiente de cerrado brasileiro sob chuva simulada. Sociedade & natureza, v. 34, p. E65618, 2022.
Costa, a. M. Avaliação temporal dos conflitos de uso e ocupação da terra em áreas de preservação permanente pertencentes à bacia hidrográfica do rio perdizes-mg. 2019. 45 f. Trabalho de conclusão de curso (graduação em engenharia de agrimensura e cartográfica) – universidade federal de uberlândia, monte carmelo, 2019.
Costa, e. S. Da; leite, e. F. Fragilidade ambiental na bacia hidrográfica do rio nioaque-ms. Geofronter, p. 1–22, 2022.
Ferreira, s. J. M. Análise multitemporal da fragmentação florestal no alto da bacia do rio perdizes-mg. Universidade federal de uberlândia, 2022.
França, l. C. De j. Fragilidade ambiental potencial da bacia hidrográfica do rio jequitinhonha, minas gerais, brasil. 2018. Dissertação (mestrado em ciência florestal) – universidade federal dos vales do jequitinhonha e mucuri, diamantina, mg, 2018. 114 p.
França, l. C. J.; menezes, e. S.; silva, m. D.; mucida, d. P. Análise estatística espacial de métricas da paisagem utilizando o patch analyst. In: felsemburg, c. A. (org.). A produção do conhecimento na engenharia florestal. Atena editora, 2020.
França, l. C. De j. Et al. Modelagem da fragilidade ambiental potencial de almenara, minas gerais. Recital – revista de educação, ciência e tecnologia de almenara/mg, v. 2, n. 1, p. 37–59, 2020. Doi: 10.46636/recital.v2i1.64.
França, l. C. J. Et al. Ecologia de paisagens aplicada ao ordenamento territorial e gestão florestal: procedimentos metodológicos. Revista nativa, v. 7, n. 5, p. 613–620, 2019.
Hernández-moreno, á. Et al. Forest landscape dynamics after intentional large-scale fires in western patagonia reveal unusual temperate forest recovery trends. Landscape ecology, v. 38, p. 2207–2225, 2023. Doi: 10.1007/s10980-023-01687-x.
Ide-sisema. Infraestrutura de dados espaciais do sistema estadual de meio ambiente e recursos hídricos. Belo horizonte: ide-sisema, 2020. Disponível em: https://idesisema.meioambiente.mg.gov.br
. Acesso em: 10 out. 2025.
Köppen, w.; geiger, r. Klimate der erde. Gotha: verlag justus perthes, 1928.
Leão de souza, d. S. Et al. Análise e mapeamento da fragilidade ambiental no município de inconfidentes – mg. Revista brasileira de geografia física, v. 13, n. 5, 2020. Doi: 10.26848/rbgf.v13.5.p2269-2292.
Lira, l. Et al. Spatial-temporal analysis of land use and land cover in the area of the parque nacional das nascentes do rio parnaíba. Research, society and development, v. 11, n. 11, p. E271111133368, 2022. Doi: 10.33448/rsd-v11i11.33368. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/33368
. Acesso em: 10 out. 2025.
Morais junior, v. T. M. Restauração florestal e neutralização de emissões de gases de efeito estufa: programa carbono zero (ufv) e adequação ambiental de propriedades rurais em minas gerais. 2021. Tese (doutorado em ciências florestais) – universidade federal de viçosa, viçosa, mg, 2021.
Potenza, r. F. Et al. Análise das emissões brasileiras de gases de efeito estufa e suas implicações para as metas climáticas do brasil (1970–2020). Brasília, df: seeg, 2021.
Programme, u. N. E. Ecosystem restoration for people, nature and climate. United nations, 2021. Doi: 10.18356/9789280738643.
Ross, j. L. S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do departamento de geografia, 1994.
Sousa, j. A. P. De et al. Land use changes and estimates of anthropogenic co₂ emissions in a watershed. Sociedade & natureza, v. 32, p. 249–264, 2020.
Sousa, j. A. P.; lopes, e. R. N.; souza, j. C.; lourenço, r. W. Mudanças de uso da terra e estimativas de emissões antrópicas de co₂ em bacia hidrográfica. Sociedade & natureza, v. 32, p. 262–278, 2020.
Takikawa, b. Y.; silva, d. C. Da c. E; lourenço, r. W. Proposta metodológica para elaboração de um indicador de fragilidade ambiental para fragmentos florestais. Revista do departamento de geografia – usp, n. 41, 2021. Doi: 10.11606/eissn.2236-2878.rdg.2021.170587.
Traficante, d. P. Et al. Fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do rio capivara, botucatu-sp. Energia na agricultura, v. 32, n. 1, 2017.
Tricart, j. Ecodinâmica. Rio de janeiro: fibge/supren, 1977. Disponível em: https://docs.ufpr.br/~edugeo/gb082/bibliografia/tricart_ecodinamica.pdf
. Acesso em: 10 out. 2025.
Valeriano, m. De m.; rossetti, d. De f. Topodata: brazilian full coverage refinement of srtm data. Applied geography, v. 32, n. 2, p. 300–309, 2012. Doi: 10.1016/j.apgeog.2011.05.004.
Wendland, e. C. Et al. Identifying stream-aquifer exchange by temperature gradient in a guarani aquifer system outcrop zone. Rbrh, v. 27, p. E23, 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Espinhaço

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.