NECROPOLÍTICA DO TRABALHO: SAÚDE MENTAL DO TRABALHADOR QUE DEVE MORRER E DO CHEFE QUE DEVE VIVER NO CAPITALISMO RACIAL
Resumen
Este artigo analisa as engrenagens do capitalismo racial, a necropolítica do trabalho tece sua trama mais perversa: transformar vidas em combustível e saúde mental em luxo de poucos. Desvela como o racismo estrutura não apenas corpos cansados, mas mentes sitiadas onde a exaustão dos trabalhadores racializados é meticulosamente planejada, enquanto a elite corporativa cultiva sua imunidade psicopolítica. Como os fios que ligam a colonialidade do poder às novas formas de gestão algorítmica da morte. Não se trata apenas de desigualdade, mas de um projeto civilizatório que naturaliza o sofrimento como preço da produtividade. Nas fronteiras entre a psique e a política, ergue-se um apartheid terapêutico que separa os que merecem cuidados daqueles destinados ao desgaste programado.
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