O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO E SUAS MUDANÇAS ESTRUTURAIS: DA PRODUÇÃO EM MASSA À FLEXIBILIDADE
Resumo
Impulsionado pela globalização, pelo avanço tecnológico e pela reestruturação produtiva, o mundo do trabalho passou por transformações profundas que flexibilizaram as relações laborais e reconfiguraram a relação entre capital e trabalho. Este estudo, de abordagem qualitativa e bibliográfica, analisa como o capitalismo contemporâneo se reorganiza diante das novas demandas econômicas e sociais, enfatizando mudanças estruturais na produção e na organização do trabalho. Com base em Braverman (1987) e Antunes (2018), discutimos a transição dos modelos produtivos do final do século XIX à atualidade. Além disso, recorremos à análise de Boltanski e Chiapello (2009) sobre o “novo espírito do capitalismo”, que evidencia a capacidade do sistema de incorporar críticas e renovar-se para manter sua hegemonia. Observamos que, embora as formas de organização do trabalho tenham se transformado, persistem mecanismos de controle e apropriação. O trabalhador, antes submetido ao controle estrito dos tempos e movimentos, hoje é instado à criatividade e autonomia, mas sem pleno domínio sobre seu trabalho. Assim, o capitalismo segue se adaptando e reforçando sua lógica de acumulação e exploração, apresentando novas roupagens — como flexibilidade, empreendedorismo e trabalho em redes — que legitimam sua continuidade e fortalecimento.
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