A relevância do pensar reflexivo e sua tradução na ação humana
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v9i18.1483Palabras clave:
Banalidade, Mal, Pensamento, Totalitarismo, JulgamentoResumen
A faculdade do pensar é uma temática profundamente abordada por Arendt em sua obra A Vida do Espírito, no entanto, é ao analisar o julgamento de Eichmann, o partidário do regime totalitário nazista responsável por conduzir milhares de judeus à morte, que ela corroborará as implicações do processo de pensamento reflexivo ou sua ausência. Numa análise dos fatos que poderiam ter levado, não somente Eichmann, mas qualquer um a cometer atos atrozes e inimagináveis, a filósofa alemã pondera sobre as origens e bases necessárias para a instauração de um sistema totalitário na sociedade. Discorrendo pormenorizadamente desde o processo de massificação do homem até o momento da obtenção de soldados com obediência ‘cega e cadavérica’, a pensadora elabora conceitos e análises de suma importância. O conceito de banalidade do mal associado à incapacidade de pensar, desenvolvido pela autora frente às análises do julgamento de Eichmann, irá configurar a ideia de que a faculdade do julgar se encontra diretamente ligada à faculdade do pensar: se o que se objetiva é um julgamento comedido, sensato e consequentemente sábio, e não um julgamento com bases na alienação. A faculdade do pensar em seu caráter reflexivo é tal que pode levar o homem a melhor julgar, e, dessa forma, abster-se de cometer o mal.
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