O papel da edição na construção do gosto literário
Palavras-chave:
Edição, Mediação cultural, Gosto literárioResumo
O argumento que sustentará este trabalho parte do princípio óbvio de que só as obras literárias publicadas (tornadas públicas) têm existência social. Assim, procuraremos compreender o significado do processo da edição, do ato de transformar uma obra inédita num édito, isto é, numa obra disponível para ser rececionada. Este processo acarreta inegáveis implicações socioculturais e ideológicas, mas debruçar-nos-emos unicamente no tópico da construção do gosto literário e na responsabilidade detida pelos editores e respetivas Editoras, enquanto mediadores culturais que viabilizam a existência do leque de obras que participará decisivamente na construção do gosto literário vigente. A figura de editor estudado neste trabalho pertence unicamente ao meio empresarial privado, pelo que não contemplaremos organismos públicos que desempenham a mesma função.
Referências
BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico, Lisboa e Rio de Janeiro: Difel e Bertrand, 1989.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix. Mil Planaltos. Capitalismo e Esquizofrenia 2, Lisboa: Assírio & Alvim, 2008.
JAUSS, Hans Robert. A Literatura como Provocação, Lisboa: Vega, 1993.
LEWIN, Roger. Complexidade. A vida no limiar do caos, Lisboa: Caminho, 2004.
SERRES, Michel. Ramos, Almada: Edições Piaget, 2005.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Revista proporciona acesso público - Open Access - a todo seu conteúdo protegidos pela Licença Creative Commons (CC-BY).





