Cordel, mulher e negritude: para uma experiência emancipatória em sala de aula
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v7i13.1643Keywords:
Literatura de cordel, Leitura, Feminismo, Educação, Crítica literária feministaAbstract
O artigo apresenta temática ancorada na pesquisa de Doutorado realizada pela autora no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará sobre a representação da mulher na literatura de cordel brasileira. Como recorte temático, objetiva investigar como a leitura de textos cordelísticos pode ser utilizada para dar ensejo a uma experiência emancipatória em sala de aula, levando em consideração o entrecruzamento das temáticas de gênero (com ênfase nas noções propostas pelo feminismo negro) e literatura popular. Como metodologia, foi utilizada uma pesquisa com viés qualitativo, de ênfase bibliográfica, apoiada nos preceitos postulados pelos estudos sobre literatura de cordel, feminismo — onde se encaixa a Crítica Literária Feminista — e ensino de leitura/Literatura, com apresentação do trabalho da escritora Jarid Arraes, responsável pela escrita de textos como a coletânea de cordéis sobre heroínas negras brasileiras. O suporte teórico da pesquisa apresenta autoras que perpassam as diversas temáticas abordadas; nele estão presentes autores como Angela Davis e Djamila Ribeiro, Ana Maria de Oliveira Galvão, Idelette Muzart-Fonseca dos Santos, Guacira Lopes Louro e Susana Bornéo Funck, além do disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de língua portuguesa. Após o trabalho de pesquisa bibliográfica e da análise textual do cordel Dandara dos Palmares, conclui-se que tratar sobre questões de gênero e raça em sala de aula é tarefa importante se queremos transformar a experiência de ensino em momento emancipatório para alunos advindos das mais diferentes realidades.
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