Análise sobre os impactos da implementação da Lei 10.639 no município de Teófilo Otoni – Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v7i14.1700Keywords:
Extensão universitária, Formação docente continuada, Diversidade étnico-racialAbstract
A história oficial do Brasil e seus registros em livros, bem como os currículos escolares sempre deram ênfase à influência da cultura europeia na construção da nação brasileira, desconsiderando a inegável, forte e incisiva contribuição cultural dos povos indígenas e africanos nesse mesmo processo. De um modo geral, verifica-se que professores e escolas ainda não aprenderam a conviver com essa realidade e, por conseguinte, não sabem abordar de maneira significativa o tema, reforçando o caráter eurocêntrico dos conteúdos, perpetuando a exclusão, o preconceito e o racismo nas relações. Enquanto política pública em educação voltada para a população negra do Brasil, as Leis 10.639/03 e 11.645/08 tornaram obrigatório o ensino de História e Cultura da África e Afro-brasileira e como instrumento concreto para o cumprimento delas foi criado o Projeto UNIAFRO com o objetivo de oferecer formação continuada de professores na temática. Nesse sentido, a presente pesquisa objetiva averiguar e avaliar as contribuições do curso de formação continuada de professores do Vale do Mucuri: Relações Étnico-raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira, ofertados pela UFVJM/NEAB (2008 a 2011) no Campus Mucuri, para a implementação da Lei 10.639 no município de Teófilo Otoni. Os resultados obtidos nessa pesquisa demonstram que a sociedade, de maneira geral e a escola, especificamente, ainda apresentam dificuldades para implementar a lei e inserir tais conteúdos no currículo e nas práticas do cotidiano escolar.
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