Implementação da segunda etapa do Método Canguru no hospital e maternidade Polo da Macrorregião do Jequitinhonha – Diamantina/MG: efeitos nos sinais vitais dos recém-nascidos
DOI:
https://doi.org/10.70597/vozes.v12iESP.1244Palavras-chave:
Recém-nascido de baixo peso, Método Canguru, Sinais vitaisResumo
O Método Canguru incentiva o cuidado humanizado ao recém-nascido de baixo peso, sendo que a segunda etapa propõe a continuidade do contato pele a pele com o neonato. O objetivo do estudo foi implementar a segunda etapa do método na maternidade de Diamantina-MG e avaliar os efeitos do contato pele a pele nos sinais vitais dos neonatos. Estudo quase-experimental, analítico, sendo elegíveis os neonatos com baixo peso ao nascer com estabilidade clínica e hemodinâmica, peso mínimo de 1250 gramas internados na unidade de cuidados intermediários da maternidade de Diamantina-MG. Os neonatos foram posicionados em contato pele a pele uma vez na semana, permanecendo 1 hora. No início e após 1 hora, foram avaliados os sinais vitais: frequência cardíaca e respiratória, saturação periférica de oxigênio (SpO2) e temperatura. Os resultados prévios mostraram que, dos neonatos participantes (n=9), 55% eram do sexo feminino, nasceram de parto normal e com idade gestacional de 34 semanas (± 1,6) , peso ao nascer de 1824 gramas (± 313). Sobre a variação dos sinais vitais do final para o início do contato pele a pele, em 60% dos casos houve diminuição da frequência respiratória e cardíaca, a frequência respiratória diminuiu 12,5% e a cardíaca 7,0%. A SpO2 aumentou em 40% dos neonatos, porém sem significância clínica e a temperatura aumentou 1,5% em 40% dos neonatos. Os resultados prévios destacam a importância do contato pele a pele para a manutenção e/ou melhora dos sinais vitais dos neonatos de baixo peso, influenciando positivamente na estabilidade clínica destes recémnascidos.
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